Oferta de equipamentos para exames caros aumenta, mas fica concentrada em áreas ricas
A pesquisa AMS (Assistência Médico-Sanitária), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (19), conclui que a população mais pobre sofre para realizar exames sofisticados no Brasil, especialmente aqueles que precisam de aparelhos de ressonância magnética, de hemodiálise (destinado ao tratamento de rim), mamógrafos, tomógrafos, ultrassom e eletrocardiógrafos.
A desigualdade persiste apesar de a oferta de equipamentos de alta tecnologia para realização de exames ter crescido em todas as regiões do país entre 2005 e 2009, de acordo com a pesquisa. Na região Norte, por exemplo, onde a oferta de máquinas é menor, o número de mamógrafos por 100 mil habitantes passou de 0,8 para 1,1, um crescimento de 7%. Enquanto isso, a média nacional cresceu 5,3% no período.
De acordo com Marco Antônio Andreazzi, médico sanitarista e pesquisador do IBGE, há uma preocupação em aumentar a quantidade de mamógrafos disponíveis no país, dado o crescimento dos casos de câncer de mama. No entanto, ele admite que o número de aparelhos disponíveis é insuficiente.
- De todas as cidade com até 5.000 habitantes, apenas seis têm o aparelho. Ou seja, elas precisam se deslocar para áreas centrais [normalmente as capitais] para realizar exames de mamografia. O que causa sobrecarga e as filas.
De acordo com Marco Antônio Andreazzi, médico sanitarista e pesquisador do IBGE, há uma preocupação em aumentar a quantidade de mamógrafos disponíveis no país, dado o crescimento dos casos de câncer de mama. No entanto, ele admite que o número de aparelhos disponíveis é insuficiente.
- De todas as cidade com até 5.000 habitantes, apenas seis têm o aparelho. Ou seja, elas precisam se deslocar para áreas centrais [normalmente as capitais] para realizar exames de mamografia. O que causa sobrecarga e as filas.
O câncer de mama é o tumor que mais mata as mulheres, causando 11 mil mortes por ano no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e São Paulo. A doença representa 2,5% de todos os óbitos femininos, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer).
Aparelhos de ultrassom, hemodiálise e raio-X
Aparelhos de ultrassom, hemodiálise e raio-X
Segundo Andreazzi , aparelhos mais sofisticados como ultrassom, raio-X e para hemodiálise estão concentrados em maior quantidade nas regiões mais ricas, por ter custo elevado.
- Todos esses aparelhos possuem maior diferenciação tecnológica e são muito caros. Eles estão muito concentrados nas regiões mais ricas [Sul e Sudeste além das capitais] e, principalmente, na rede particular. Como essa oferta não é universal, deve causar um efeito nos planos de saúde. Já há tantos para tão poucos.
Atualmente há mais aparelhos de ultrassom disponíveis na região Sul (11 aparelhos para cada 100 mil habitantes), equivalente a um crescimento de 7,7% entre 2005 e 2009. Para o Brasil, a média foi de 10,1 aparelhos por 100 mil habitantes. No Norte, esse indicador foi de 6,9, enquanto na região Nordeste a taxa é de 8,5.
Quanto aos equipamentos de hemodiálise, utilizados para tratamento de doenças relacionadas ao rim, somente 10,3% pertencem ao setor público, restando ao setor privado financiar 83,3% desses equipamentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Os estabelecimentos com internação possuem 32,8% desses equipamentos e a oferta nesses estabelecimentos no setor privado foi três vezes maior que no setor público. Para os equipamentos de hemodiálise a taxa foi de 9,8 equipamentos por 100 mil habitantes.
Por outro lado, os aparelhos de raios-X apresentaram queda anual na oferta de aparelhos por 100 mil habitantes nas regiões Centro-oeste e Sul. Na região Norte, o número de equipamentos por 100 mil habitantes teve um aumento anual de 1,9% e passou de 5,8 em 2005 para 6,3 em 2009. O setor público detém apenas 30,4% dos equipamentos de raios-X.
Atualmente há mais aparelhos de ultrassom disponíveis na região Sul (11 aparelhos para cada 100 mil habitantes), equivalente a um crescimento de 7,7% entre 2005 e 2009. Para o Brasil, a média foi de 10,1 aparelhos por 100 mil habitantes. No Norte, esse indicador foi de 6,9, enquanto na região Nordeste a taxa é de 8,5.
Quanto aos equipamentos de hemodiálise, utilizados para tratamento de doenças relacionadas ao rim, somente 10,3% pertencem ao setor público, restando ao setor privado financiar 83,3% desses equipamentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Os estabelecimentos com internação possuem 32,8% desses equipamentos e a oferta nesses estabelecimentos no setor privado foi três vezes maior que no setor público. Para os equipamentos de hemodiálise a taxa foi de 9,8 equipamentos por 100 mil habitantes.
Por outro lado, os aparelhos de raios-X apresentaram queda anual na oferta de aparelhos por 100 mil habitantes nas regiões Centro-oeste e Sul. Na região Norte, o número de equipamentos por 100 mil habitantes teve um aumento anual de 1,9% e passou de 5,8 em 2005 para 6,3 em 2009. O setor público detém apenas 30,4% dos equipamentos de raios-X.
Veja abaixo as principais especializações dos médicos que trabalham nos estabelecimentos no país:
| 1 | Clínico geral (16,7%); |
| 2 | Pediatra (10,0%); |
| 3 | Gineco-obstetra (9,5%); |
| 4 | Médico de saúde da família (6,3%); |
| 5 | Cirurgião geral (5,8%); |
| 6 | Ortopedista (5,5%); |
| 7 | Cardiologista (5,2%); |
| 8 | Anestesista (4,3%); |
| 9 | Radiologista (3,7%) |
| 10 | Oftalmologista (3,3%) |
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