sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Brasil cria mais de 204 mil empregos em outubro e chega perto da meta do ano

Expectativa do governo é fechar 2010 com 2,5 milhões de novos postos

O Brasil criou 204.804 empregos com carteira assinada no mês de outubro, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (19).

Apesar de não ter registrado recorde na geração de vagas no mês, no acumulado do ano foram abertas 2,4 milhões de postos de trabalho formais, recorde para o período.
Com esse resultado, para alcançar a meta de 2,5 milhões de empregos formais em 2010 faltam apenas 93.790 vagas a cumprir.

O número ajuda também a cumprir outra promessa feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de criar 15 milhões de empregos formais em seu governo. Com o dado de outubro, o Brasil registra a criação de 14.929.843 postos de trabalho nos oitos anos de mandato de Lula.

De acordo com o ministro Carlos Lupi, a meta será facilmente batida até dezembro.

- Historicamente há um aumento no número de contratações até o final do ano.

De acordo com os números do Caged, dos 25 subsetores de atividade econômica, oito registraram recorde na geração de emprego e cinco apresentaram o melhor resultado histórico para meses de outubro.

Os destaques ficaram nos setores de serviços, com a criação de 86.207 vagas, e no comércio, com 81.347 novos postos gerados. A construção civil teve saldo positivo de 11.447 vagas, mas apresentou uma queda em relação aos meses anteriores.

O mapa nacional do trabalho mostra também que houve criação de postos formais de trabalho em 23 Estados e no Distrito Federal. O destaque fica com São Paulo, com a abertura de 55.377 postos de trabalho com carteira assinada.

Goiás, Tocantins e Acre foram os únicos a registrar recuo na criação de empregos formais. No caso dos dois primeiros Estados, o motivo, segundo o ministro Carlos Lupi, foi a antecipação na contratação e na demissão no setor agropecuário.

- Conforme muda o período de chuvas, muda também a dinâmica de geração de emprego. Não há nenhum fenômeno nisso.

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