Mostrando postagens com marcador Notícias II. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Notícias II. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Mulheres jovens são o principal alvo da campanha de prevenção à aids no carnaval

As jovens de 15 a 24 anos de idade, com baixa escolaridade e renda, são o principal alvo da campanha publicitária de prevenção à aids no carnaval deste ano. O Ministério da Saúde lançará a campanha na próxima sexta-feira (25).
De acordo com o Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais (DST/Aids), a campanha terá duas fases. Antes do carnaval, o apelo é para o uso do preservativo nas relações sexuais. Depois do período da festa, a ideia é estimular a fazer o teste HIV para quem teve relação sexual desprotegida com parceiro casual ou fixo.
Desde 2008, as mulheres têm sido objetivo das campanhas nacionais de prevenção à aids no carnaval, porque levantamentos constatam aumento de casos da doença entre elas. Apesar de o número de homens com aids ser maior que o de mulheres no Brasil, a diferença entre os sexos vem diminuindo nos últimos anos. Em 1989, para cada seis homens infectados existia uma mulher. Em 2009, a proporção é de 1,6 caso em homens para uma mulher.
De 1980 a junho de 2010, 65,1% das infecções foram no sexo masculino (385.815) ante 34,9% do sexo feminino, o equivalente a 207.080 casos.
Entre os infectados, o grau de escolaridade das mulheres é mais baixo em comparação ao dos homens. A média delas é de quatro a sete de anos de escolaridade e, entre os homens, de oito a 11, conforme dados divulgados pelo departamento no dia 1º de dezembro do ano passado - Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Brasileira com os maiores seios do mundo está em coma após overdose

Segundo jornal, modelo tomou dose excessiva de remédios

A modelo brasileira Sheyla Hershey, 31 anos, que tinha os maiores seios do mundo, está em coma após tomar uma overdose de remédios.
De acordo com o jornal The Sun, a modelo teria tomado uma overdose no último domingo (13), em sua segunda tentativa de suicídio em dois meses.

No ano passado, Sheyla, que mora em Houston, no Texas (EUA), passou por uma cirurgia para retirar as próteses de silicone após contrair uma infecção.

A modelo viajou para o Brasil para recolocar as próteses dizendo se sentir muito feia sem elas. Pelas leis americanas, é proibido que os cirurgiões plásticos coloquem mais de um litro de silicone em implantes.
Após o nascimento de seu filho em 2008, Sheyla fez uma nova cirurgia para restaurar o tamanho dos seios, mas desenvolveu uma infecção e acabou sendo internada em um hospital em Houston para um cirurgia de emergência.

Sheyla admitiu sua obsessão por cirurgias plásticas e realizou mais de dez operações para aumentar os seios. A modelo também fez uma lipoaspiração e uma rinoplastia com o objetivo de ficar mais bonita.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Celulares clandestinos já são 20% do total

A invasão de celulares clandestinos da China virou problema para as teles. Hoje, 20% das 202,9 milhões de linhas no país usam aparelhos sem certificação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Entre os clientes pré-pagos, o índice atinge 40% em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.
Os números, apurados pela agência e as operadoras, refletem um aumento de 67%. Em meados de 2010, pesquisa com um terço dos celulares ativos projetou que 12% eram clandestinos.
Para os fabricantes no país, a perda anual é de R$ 1 bilhão --ou 20% das vendas de aparelhos originais. Em 2008, era 10%.
Para especialistas, o crescimento decorre do momento favorável da economia. Além disso, as operadoras não vendem telefones que aceitam mais de um chip simultaneamente --para não abrir caminho para os concorrentes. Isso impulsionou os modelos clandestinos.
A situação chamou a atenção do MPF (Ministério Público Federal) em Guarulhos, que prepara uma ação civil para obrigar as teles a "desligar" esses celulares --aparelhos certificados adquiridos no exterior ficariam fora.







quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Brasil produzirá genérico contra aids e hepatite

O Ministério da Saúde anunciou hoje a produção genérica do remédio Tenofovir, usado atualmente por 64 mil pacientes com aids e 1,5 mil com hepatite. O remédio será produzido pelo laboratório oficial da Fundação Ezequiel Dias (Funed) do governo de Minas Gerais. A produção do remédio é fruto de uma Parceria Público Privada (PPP) firmada pelo governo em 2009. O governo calcula que nos próximos cinco anos a economia com a produção do medicamento genérico será de R$ 440 milhões.

O primeiro lote nacional do Tenofovir começará a ser produzido esta semana e deverá estar disponível para os pacientes no fim de março. A produção nacional, segundo o ministério, será suficiente para atender toda a demanda do País. Com a fabricação do remédio, 10 dos 20 medicamentos antiaids fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passam a ser produzidos no Brasil.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Aquecimento global pode afetar reprodução de ursos polares

Gelo está derretendo cada vez mais cedo e reduzindo a temporada de caça.
Mal-alimentadas, fêmeas encontram dificuldades na gestação.

Um estudo da Universidade de Alberta, no Canadá, mostrou que a diminuição das ninhadas dos ursos polares está ligada à diminuição da quantidade de gelo no mar causada pelo aquecimento global. A pesquisa foi publicada nesta terça-feira pelo jornal científico “Nature Communications”.
Os cientistas Péter Molnár, Andrew Derocher e Mark Lewis observaram o comportamento reprodutivo dos animais na região a oeste da Baía de Hudson – no norte do Canadá – e usaram dados de desde a década de 1990. Na época, a população de ursos polares chegava a 1.200, contra 900 de hoje.
Durante o inverno, a água da baía congela. O período em que a água fica congelada é a temporada em que os ursos caçam. Se este gelo derrete mais cedo, os animais conseguem menos alimentos e armazenam menos energia para o período de hibernação – e gestação. Normalmente, as ursas polares ficam oito meses na toca para dar a luz sem comer nada.
Com menos energia, as fêmeas correm dois riscos: não conseguir arranjar uma toca ou sofrer um aborto natural. Os pesquisadores estimam que 28% das ursas que engravidaram no início da década de 1990 não conseguiram parir um filhote sequer.
Usando um modelo matemático, os cientistas fizeram projeções de como o aquecimento global pode reduzir o nascimento de ursos no futuro. Se o gelo derreter um mês mais cedo que na década de 1990, entre 40% e 73% das fêmeas ficarão incapazes de gerar filhotes. Caso a quebra do gelo ocorra dois meses antes, este número vai de 55% a 100%.
Os ursos polares da Baía de Hudson são os primeiros a sofrer os efeitos porque são os que vivem mais a sul. Contudo, os pesquisadores preveem que os ursos das demais regiões do Ártico serão afetados caso a temperatura da água continue subindo. A população mundial da espécie está estimada entre 20 mil e 25 mil.


domingo, 6 de fevereiro de 2011

Epidemia de obesidade pode criar 'tsunami' de doença cardíaca

Estudo revela que 10% da população mundial é obesa.
Sobrepeso também avança entre países pobres.

Mais de meio bilhão de pessoas, ou 10% da população adulta mundial, são obesas, segundo estudo divulgado na revista médica "Lancet". O número de obesos dobrou em relação a 1980, e cada vez mais atinge países pobres.
Embora as nações desenvolvidas tenham feito grandes progressos no combate ao colesterol e à hipertensão, o número global de hipertensos saltou de 600 milhões em 1980 para quase 1 bilhão em 2008, por causa do envelhecimento e crescimento da população.
"O sobrepeso e a obesidade, a hipertensão e o colesterol alto não são mais problemas ocidentais ou problemas de nações ricas", disse Majid Ezzati, do Imperial College London e da Universidade Harvard, que comandou os estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A pesquisa mostra que na América do Norte, por exemplo, houve uma grande melhora no controle da hipertensão masculina, enquanto Austrália, Nova Zelândia e Nova Guiné tiveram avanços no combate à pressão alta entre mulheres.
Já o índice de massa corporal, principal medida para medir a obesidade, cresceu de forma ampla. "O mundo está ficando cada vez mais acima do peso e obeso", disse Ezzati.
O sobrepeso e a obesidade elevam o risco de doenças cardíacas, diabetes, artrite e alguns tipos de câncer. A hipertensão, outro importante fator de risco para doenças cardíacas, é a maior causa mundial de mortes.
Doenças relacionadas à obesidade respondem por quase 10% dos gastos médicos nos Estados Unidos ou cerca de US$ 147 bilhões por ano. Na Europa, mais de metade dos adultos convive com sobrepeso ou obesidade, sobrecarregando os orçamentos de saúde.
Mas os estudos mostram que esses riscos cardíacos não são mais um problema restrito a países ricos. "Deixando de lado dois ou três países - EUA, Austrália e Nova Zelândia -, a obesidade é mais elevada nos países de renda média", disse Ezzati.
O índice médio de colesterol total no sangue caiu na América do Norte, Austrália, Nova Zelândia, Nova Guiné e Europa, mas subiu no Leste e Sudeste Asiático e na região do Pacífico. A hipertensão é um problema mais grave nos países bálticos e na África Oriental e Ocidental.
Ezzati elogiou iniciativas de alguns países para reduzir o consumo de sal e gorduras saturadas, o que ajuda no combate à hipertensão e colesterol, e disse que isso poderia ser adotado em países com diversos níveis de desenvolvimento.
A Assembleia Geral da ONU realizará em setembro uma reunião especial para discutir a crescente ameaça de doenças crônicas como distúrbios cardíacos, câncer e diabetes, principalmente em países mais pobres.


Fim dos endereços de conexão à web coloca em risco crescimento da internet

Sequências numéricas que identificam o acesso estão em fase de esgotamento no mundo

 Até o final deste ano, em alguma parte do mundo, os endereços de internet como existem hoje, devem chegar ao fim. Os domínios, aquilo que aparece depois do “www”, não serão afetados, mas sim os IPs – protocolos de internet responsáveis por criar ligações entre diferentes redes de computadores e outros aparelhos de acesso à internet, além de possibilitar a intercomunicação entre as máquinas.
Também não há chances reais de acontecer uma pane no acesso à web, mas a demora na migração para uma tecnologia substituta pode frear o atual ritmo de crescimento da internet.

O IP é o identificador da conexão e é importante para que o aparelho (computador, notebook, smartphone ou tablet) que acessa a rede seja localizado. Cada vez que algum dispositivo se conecta à web é gerado um número de IP. O grande problema é que as combinações numéricas chegaram ao fim.


Quase todos os 4 bilhões de conjuntos de números possíveis de IPv4 , o nome dado ao sistema que define a sequência de números, já foram distribuídos pelo Iana (Internet Assigned Numbers Authority), uma associação internacional que entrega blocos numéricos de IPv4 para cinco entidades regionais.


No passado, a limitação do IPv4 nem preocupava tanto quanto hoje, porque na década de 70, quando o sistema foi criado, a internet era usada praticamente entre instituições de pesquisas. Era impossível imaginar que, 40 anos depois a web fosse tão presente no dia a dia de milhões de pessoas. Além disso, o acesso à web por dispositivos móveis, como laptop, netbook e celulares, aumentou o uso de endereços IP.


Cada país tem um órgão que funciona como gerente dos endereços e pede à sua respectiva entidade regional a liberação das combinações para, mais tarde, entregar as numerações para provedores de acesso à internet.


Nesta semana, a Iana atendeu a uma solicitação de uma dessas cinco grandes associações, a APNIC, administradora dos IPs de países asiáticos e da Oceania. Foram dois lotes, dos sete últimos que sobraram do estoque de IPv4.


Com apenas cinco blocos de IPv4, chegou-se à “fase de exaustão”, segundo a própria Iana. Isso significa que esses blocos foram automaticamente divididos em cinco partes iguais e distribuídos entre as cinco grandes entidades. Essa regra serve para que nenhuma dessas regiões fique, pelo menos nos próximos meses, sem endereços IPv4 para distribuir.


Isso evita que uma região onde a quantidade de acessos cresce mais do que nas outras, como é o caso da Ásia, levasse a maior fatia de endereços, deixando o restante do mundo sem combinações.


A divisão dos últimos blocos mostra que cada uma das cinco entidades vai ter de administrar a sua fatia até que ela termine, o que deve acontecer primeiro na própria Ásia.


A partir de agora,
no Brasil e no mundo todo, mas principalmente os países asiáticos, começa uma corrida contra o tempo. A saída é outra tecnologia chamada de IPv6, já em teste em muitos lugares.

Antonio Moreiras, coordenador do projeto IPv6.br, que planeja a implantação do substituto do IPv4 no Brasil, explica que é um exagero relacionar o fim da atual tecnologia de endereços de acesso a uma pane geral na web.
- Não há risco de pane nem de fim da internet. O risco que se corre é de fazer com que a internet continue crescendo, de colocar novos serviços e novos usuários. Uma vez que não haja IPv4, ou se usa o IPv6 ou então faz alguns “truques” de IPv4 para compartilhar o seu número, mas essa tecnologia às vezes traz problemas.

A vantagem é que o IPv6 usa um sistema de números em que podem ser combinadas 34 undecilhões – o mesmo que 340 seguido por 36 zeros – de formas diferentes, o que praticamente afasta qualquer problema futuro de esgotamento.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Energias renováveis podem atender 95% da demanda em 2050, diz WWF

Relatório também afirma que demanda por energia poderá ser 15% menor.
Atualmente, 80% da energia global é proveniente de combustíveis fósseis.

 A demanda energética mundial poderá ser suprida em 95 % por energias renováveis até 2050, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (3) pela organização não governamental (ONG) WWF, em conjunto com a consultoria energética Ecofys.

O relatório também afirma que, até 2050, a demanda energética total poderá ser 15 % à de 2005, graças a medidas ambiciosas de economia de energia. Isso apesar da previsão de aumento para a população, a produção industrial e o transporte de cargas e passageiros.
Atualmente, mais de 80% da energia global vem de combustíveis fósseis, mas o relatório diz que a energia nuclear, os combustíveis fósseis e a biomassa poderão ser praticamente abandonados nas próximas quatro décadas. Para isso, será preciso reduzir em pelo menos 60 % gastos com calefação de edifícios, por meio da melhora na eficiência energética e do uso de energia solar e calor geotérmico.
O relatório defende também a modernização das instalações elétricas, a adoção de redes "inteligentes" e a prioridade do transporte elétrico em escala global. Incentivos financeiros - como tarifas diferenciadas para a energia renovável - também teriam um papel importante nisso.
Outros pontos do relatório sugerem que o consumo per capita de carne deve cair pela metade até 2050 em países industrializados, mas aumentar em um quarto nas nações em desenvolvimento. O texto também diz que a população deveria ser estimulada a andar de bicicleta, caminhar e usar o transporte público, além de substituir aviões por trens.
O relatório estima que, até 2050, mantidas as atuais condições, a melhora da eficiência energética e a redução dos custos dos combustíveis permitirão uma economia anual de 4 trilhões de euros.
Por outro lado, serão necessários mais investimentos para aumentar a geração de energia renovável, modernizar os sistemas e melhorar a eficiência energética. Em um prazo de 25 anos, tal investimento deveria passar de 1 trilhão de euros por ano para 3,5 trilhões. Por volta de 2040, tais gastos começariam a serem revertidos, com a economia superando os custos.
Outro relatório, divulgado nesta semana pela Accenture e pela Barclays Capital, diz que a Europa precisará investir 2,9 trilhões de euros, ou 25 % de seu PIB, pelo período de dez anos para atender à sua demanda por energias com pouca emissão de carbono.
Parque eólico (Foto: Dennis Barbosa/Globo Natureza)

15 mil farmácias vão distribuir remédios grátis para pressão alta e diabetes

Produtos vão estar disponíveis em drogarias do programa Aqui Tem Farmácia Popular

Remédios para tratamento de hipertensão (pressão alta) e diabetes vão ser oferecidos de graça pelos estabelecimentos que participam do programa Aqui Tem Farmácia Popular, em que drogarias privadas oferecem os medicamentos com desconto por meio de uma parceria com o governo federal, que paga 90% do valor do produto. No caso dos remédios para essas doenças, o paciente não vai precisar pagar nada.
A distribuição gratuita dos remédios deve começar no próximo dia 14. De acordo com o governo, 15 mil farmácias participam do programa – elas têm o selo Aqui Tem Farmácia Popular, que indica a participação no projeto.
A hipertensão é a doença crônica que mais atinge os brasileiros. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados no ano passado indicam que 14% dos brasileiros têm pressão alta. O Ministério da Saúde diz que 33 milhões de brasileiros são hipertensos e que 22,6 milhões (80%) se tratam pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
O aumento da pressão sanguínea nas artérias deixa o paciente mais vulnerável a complicações como derrame cerebral, infarto do miocárdio, aneurismas ou lesão renal. A pessoa é considerada hipertensa quando a pressão arterial é igual ou superior a 14 por 9; o normal é 12 por 8.
De acordo com o ministério, o Brasil tem 7,5 milhões de diabéticos. O diabetes é uma doença em que a insulina do corpo (um hormônio importante na passagem do açúcar do sangue para dentro das células) é destruída ou não age de forma adequada. Sem insulina, a glicose não chega até as células, que precisam dela para produzir energia.
O governo diz que o aumento do problema pode ser atribuído a fatores como má alimentação, falta de atividade física e estresse.
– O envelhecimento da população também contribui com o aumento da prevalência dessas doenças. Fatores genéticos devem ser considerados.
 Atualmente, o Aqui Tem Farmácia Popular oferece 24 tipos de medicamento com 90% de desconto para doenças como hipertensão, diabetes, asma, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma. Fraldas geriátricas também estão disponíveis.
Para ter acesso aos remédios, é preciso apresentar CPF, documento com foto e receita médica.


Terapia com hormônio durante menopausa reduz risco de demência

Por outro lado, o risco é maior se a mulher toma o estrogênio na velhice

A terapia com estrogênio, hormônio que o organismo da mulher deixa de produzir quando atinge a menopausa, não é necessária apenas para aliviar os sintomas desse período. Um estudo feito nos Estados Unidos comprovou que a reposição do estrogênio no organismo também reduz os riscos de demência. Mas os pesquisadores alertam: a proteção só ocorre se a terapia é feita na época da menopausa.
Feito pela Universidade da Califórnia em San Francisco, o estudo avaliou a informação de 5.504 mulheres pós-menopausa que participaram de um programa do governo, respondendo a questionários periódicos por quase 50 anos.
De acordo com Kristine Yaffe, chefe da psiquiatria geriátrica da universidade e principal autora do estudo, a pesquisa foi realizada porque estudos anteriores tinham chegado a resultados diferentes com relação aos efeitos do estrogênio. Por um lado, estudos moleculares e em animais mostraram que o estrogênio faz bem para a saúde, principalmente quando a terapia começa cedo. Mas estudos em humanos revelaram que o hormônio estava associado a um risco maior de demência.
Para resolver a dúvida, Yaffe avaliou o quanto a influência do estrogênio sobre a demência tinha a ver com o período em que o hormônio era tomado (se antes ou depois da menopausa) e o quanto era influenciado pela idade das mulheres.
Segundo Yaffe, os resultados confirmaram que os efeitos do estrogênio dependem da época em que a mulher ingere o hormônio. Aquelas que tomaram estrogênio apenas na meia idade tiveram um risco 26% menor de sofrer com demência na velhice em comparação com as mulheres que nunca fizeram a terapia hormonal.
Já as mulheres que iniciaram a terapia somente na velhice, anos depois da menopausa, tiveram um risco 48% maior de sofrer com demência. E aquelas que tomaram estrogênio tanto na meia idade quanto na velhice tiveram o mesmo risco na comparação com as que nunca tomaram o hormônio.
Para Yaffe, o estudo é importante por duas razões. Primeiro, porque confirma que ingerir estrogênios muito tarde pode aumentar o risco de demência.
- Com a idade avançada, as mulheres não devem iniciar a terapia na esperança de impedir a demência.
Segundo, por ficar claro que o estrogênio tem capacidade de proteger a mulher contra a demência se ela faz a terapia na época da menopausa, e não com a idade mais avançada.
- Nós não sabemos o porquê disso, mas estudos prévios indicam que, durante a menopausa, o estrogênio melhora a atividade dos neurônios e reduz as chances de o cérebro sofrer as consequências do mal de Alzheimer (um dos causadores da demência).
De qualquer maneira, Yaffe ressalta que as pessoas devem tomar cuidado com os resultados do estudo.
- Esse foi um estudo observacional. Os resultados são apenas indicativos, e não uma prova confirmatória.
Para a pesquisadora, é preciso dar alguns passos atrás e reavaliar cuidadosamente o uso do estrogênio.
- Minha esperança é que essa pesquisa abra as portas para outros estudos.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Idosas que fazem exercícios regularmente usam menos remédios

Secretaria de Saúde quer difundir as atividade físicas para reduzir gastos

Mulheres idosas que fazem pelo menos duas horas e trinta minutos de caminhada moderada por semana consomem menos medicamentos do que as mulheres que não têm o mesmo hábito. Segundo levantamento da Secretaria Estadual de Saúde, a redução do uso de remédios pode chegar a 34% entre as mais ativas.
Em parceria com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o Programa Agita São Paulo, vinculado à secretaria, analisou comportamento de 271 idosas do Estado. O resultado foi apresentado durante seminário na cidade de Toronto, no Canadá.
Pelo método de análise adotado, as mulheres que caminharam pelo menos 150 minutos por semana em intensidade moderada, que é a preconizada pelo Programa Agita São Paulo, apresentaram um consumo de medicamentos 34% menor que aquelas que não atingiram os mesmos minutos gastos.
O programa oferece caminhadas e aulas de atividade física com objetivo na melhora da força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica.
De acordo com a secretaria, o levantamento pode auxiliar na elaboração de novas estratégias para aumentar o nível de atividade física da população idosa, com objetivo de reduzir o gasto financeiro com distribuição de medicamentos.
Para Timóteo Leandro Araújo, professor-coordenador do Programa Agita São Paulo, os gastos públicos com medicamentos são altos, “assim como é grande o impacto nas finanças de um idoso”.
- Uma constatação destas é motivo de alegria por ser uma solução simples.

Mal de Parkinson pode ter origem em outros órgãos que não o cérebro

Substância importante para a doença começa a faltar no coração e no intestino

A doença de Parkinson pode ter origem em outros órgãos e não exclusivamente no cérebro, aponta pesquisa da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo.
Segundo o esteorologista Antonio Augusto Coppi, o objetivo foi identificar a cronologia de evolução da doença. Os sintomas mais comuns são tremores em repouso e rigidez, especialmente por causa da redução dos níveis de dopamina, neurotransmissor que está intimamente envolvido com bons sentimentos e com o sentimento de recompensa.

A pesquisa foi idealizada após americanos relatarem o caso de um paciente diagnosticado com Parkinson aos 56 anos, mas que apresentava sintomas periféricos e redução da dopamina no coração desde os 52.
Para isso, os brasileiros monitoraram camundongos por seis meses e todos apresentaram sintomas de origem periférica, com redução da dopamina no coração e intestino antes dos sinais clássicos.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Americana busca cura para crescimento descontrolado de músculos

Até mesmo o músculo dos olhos de Sally Massagee aumentaram de tamanho

Uma doença rara fez com que os músculos de uma americana de 55 anos crescessem espontaneamente. Ela foi identificada como portadora de uma doença rara pelo Programa de Doenças Não Diagnosticadas (UDP, na sigla em inglês).
Depois de passar por médicos de 13 especialidades diferentes, a perita em contabilidade Sally Massagee foi aceita no programa e diagnosticada com amiloidose, uma enfermidade que afeta 8 em cada 1 milhão de pessoas.
A doença faz com que células da medula produzam uma proteína anormal que vai para o sangue e se aloja em diferentes órgãos, provocando problemas diversos. No caso de Sally, a proteína se alojou nos músculos e fez com que eles aumentassem de tamanho.
'Fisiculturista'
Sally percebeu que seus músculos começavam a crescer de maneira anormal por volta do ano de 2001. Em consultas de rotina, ela perguntava aos médicos por que seus músculos enrijeciam com frequência, e recebia respostas evasivas.
- Eles não sabiam o que responder, diziam que era provavelmente o meu corpo mesmo.
Somente ao analisar um raio X que ela fez para tratar um esporão ósseo (crescimento anormal do osso nas bordas de uma articulação) é que o ortopedista de Massagee percebeu que havia algo errado com seus músculos.
Mesmo assim, o único conselho do médico foi que ela fizesse alongamentos diários. A dica, no entanto, não fez o incômodo diminuir. Sally continuou sentindo dores frequentes por causa da dureza dos músculos
- O crescimento ficou mais rápido. Logo, as pessoas achavam que eu estava indo para a academia ou tomando anabolizantes. Perguntavam se eu era fisiculturista ou personal trainer. Até os médicos pensavam isso.
Os músculos de todas as partes do corpo da contadora, até mesmo dos olhos, aumentaram de tamanho. Ela tinha dores constantes e dificuldades para andar, ficar em pé por muito tempo ou levantar os braços até o pescoço.
- Como o músculo da língua também cresceu muito, passei a ter problemas para respirar e engolir. Achei realmente que iria morrer.


SUS não está preparado para aumento da população idosa, diz estudo

Estimativas apontam que, em 40 anos, o número de idosos no Brasil vai triplicar, alcançando quase 30% da população. Isso significa uma maior demanda por recursos de saúde e medicamentos para essa faixa etária. No entanto, para se assegurar o atendimento deste grupo será necessário um aprimoramento nos serviços e uma alteração nas políticas do Sistema Único de Saúde (SUS). É o que aponta o farmacêutico André de Oliveira Baldoni, pesquisador responsável por um estudo que analisou a realidade de 1 mil idosos atendidos pelo SUS, de novembro de 2008 a maio de 2009, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

?Se hoje já temos enormes filas de espera e muitas vezes o mau atendimento, a perspectiva para o setor de saúde nas próximas décadas, caso não haja um planejamento imediato para atender a demanda crescente, só tende a piorar?, afirma o farmacêutico, que apresentou sua pesquisa junto à Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP), da Universidade de São Paulo (USP). Segundo dados de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no Brasil 21 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.

De acordo com Baldoni os principais fatores responsáveis pelas deficiências do SUS são a falta de padronização de medicamentos que sejam seguros e com indicação específica para os pacientes idosos; a falta de investimento e priorização da atenção primária; e a carência de políticas preventivas e de profissionais que atuem na prevenção, tais como educadores físicos e nutricionistas. Segundo o pesquisador, o investimento nessas áreas poderia reduzir as complicações com o tratamento das doenças típicas da população idosa, e com isso diminuiria os gastos do sistema público de saúde. ?O envelhecimento populacional deve ser enfrentado com uma conquista e não como um problema social.?

O estudo revelou que 16,3% dos idosos que retiraram medicamentos pelo SUS não receberam orientação sobre o seu uso correto por nenhum profissional da saúde. Além disso, 57,4% disseram não receber visitas dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que são profissionais fundamentais para a prevenção de doenças. ?Dados como este refletem a carência de recursos humanos enfrentada pelo setor?, afirma Baldoni . Para o farmacêutico, também é necessário investir em conscientização. ?É preciso acabar com a cultura da automedicação, responsável por grande parte das complicações das doenças em idosos. Cerca de 31% dos entrevistados se automedicam?, alerta.

Médicos avaliam cérebro para saber se fumante vai deixar vício

Atividade cerebral pode indicar o quanto a pessoa está determinada

A atividade do cérebro pode ajudar a avaliar a determinação de um fumante para largar o cigarro, segundo um estudo realizado por pesquisadores americanos, que observaram tomografias de uma região do córtex ligada às mudanças de comportamento.
O estudo, publicado nesta segunda-feira (31) na revista científica Health Psychology, foi feito com 28 fumantes, que se inscreveram em um programa para deixar o vício.
Os participantes foram convidados a observar uma série de mensagens sobre parar de fumar, enquanto um tomógrafo registrava a atividade de seus cérebros.
Depois de cada mensagem, os pacientes anotavam de que maneira aquilo havia influenciado seu projeto de deixar o cigarro e se havia reforçado sua determinação.
As pessoas cujo córtex pré-frontal médio manifestava atividade durante as mensagens estavam "significativamente" mais inclinadas a reduzir o consumo do tabaco no mês seguinte, segundo Emily Falk, principal autora do estudo e diretora do laboratório de Neurociência e Comunicação da Universidade de Michigan.
- O que é apaixonante é que, sabendo o que acontece no cérebro de alguém, podemos prever muito melhor seu futuro comportamento do que se soubéssemos apenas qual é sua própria auto avaliação.
O estudo, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde americanos e pela Fundação Nacional de Ciência, foi feito na Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles.
Após ter reduzido regularmente desde 2000, a taxa de fumantes entre os adultos estacionou desde 2005 nos Estados Unidos entre 20% e 21% da população, segundo estatísticas do governo federal. Não menos que 443 mil pessoas morrem todos os anos no país em consequência do tabagismo.

 

Centro americano faz diagnóstico de pacientes com doenças misteriosas

Objetivo é encontrar novas síndromes e fazer avançar a ciência médica

Uma equipe no Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, oferece ajuda a pacientes que sofrem de doenças sem diagnóstico no país.
Com a ajuda da tecnologia de ponta em exames, os médicos do Programa de Doenças Não Diagnosticadas (UDP) tentam decifrar sintomas que surpreendem clínicos de todos os hospitais do país.
O programa começou em maio de 2008, dentro da Rede de Pesquisa Clínica de Doenças Raras, no instituto americano. A ideia partiu do médico geneticista William Gahl, que pesquisa "erros" do metabolismo e más formações genéticas.
Gahl, que hoje é diretor do UDP e do Instituto Nacional de Pesquisa sobre Genoma Humano, acredita que defeitos genéticos podem explicar a maior parte das doenças raras - que são mais de 7 mil - e também as doenças que ainda não têm diagnóstico.
Desde o início do projeto, ele já recebeu 4.600 pedidos de análise e 1.600 formulários completos para a admissão no programa. No entanto, somente 350 pacientes foram aceitos.
- Qualquer pessoa pode se candidatar, mas aceitamos os casos que estão bem documentados, em que é possível ver que a pessoa já descartou todas as doenças comuns e muitas doenças raras conhecidas.
Segundo ele, o principal objetivo do programa é encontrar novas síndromes e fazer avançar a ciência médica. Até agora, apenas uma nova doença genética já foi descoberta, que será divulgada em uma publicação científica em fevereiro. A enfermidade causa a calcificação das artérias dos pacientes.
A taxa de sucesso nos diagnósticos é pequena. Dos primeiros 160 pacientes do UDP, somente 35 foram diagnosticados. Em geral, Gahl estima que entre 10% e 15% dos casos é solucionado.
O médico diz que não é possível saber exatamente quantas pessoas foram curadas, já que o tratamento dos pacientes geralmente é feito em outros hospitais e clínicas.
- É possível que a maior parte dos pacientes diagnosticados esteja ainda em tratamento, já que o programa tem somente 3 anos. Só a investigação sobre a doença pode levar dez.
Investigação
Todos os candidatos a uma vaga no UDP precisam ser recomendados por um médico que já os examinou, por meio de uma carta de recomendação descrevendo o caso, que também deve ser acompanhada de um histórico detalhado dos exames já feitos.
William Gahl revisa todos os casos e, com outros especialistas ligados ao programa, decide quais serão aceitos. Para isso, é preciso que eles apresentem a possibilidade de descobrir uma forma nova de uma doença rara já conhecida ou uma doença nunca antes vista.
Os pacientes admitidos são levados para o centro de pesquisas clínicas do NIH, o maior hospital de pesquisa clínica do mundo, que fica em Maryland, nordeste dos Estados Unidos. Lá, eles passam a uma semana fazendo todo tipo de exames médicos.
Quando os pacientes voltam para casa, o trabalho começa. Em reuniões, os médicos formulam hipóteses sobre doença que podem ou não ser confirmadas pelos resultados. Em alguns casos, o paciente é novamente trazido para exames. Todos os custos, incluindo a viagem, são pagos pelo governo.
Para aumentar a agilidade e a eficiência dos diagnósticos, o programa reúne médicos e pesquisadores da maior parte dos 27 institutos e centros de diferentes especialidades que fazem parte do NIH. Cada paciente é examinado, ao mesmo tempo, por especialistas em diversas áreas que correspondem aos sintomas que ele apresenta.
Enquanto analisam o paciente, os médicos tentam descobrir se a doença pode ter ligação com algum problema genético.
- Se essa abordagem não funciona, tentamos algo mais geral - uma avaliação genética para encontrarmos o que pode estar errado com os genes da pessoa. Se encontrarmos algo, tentamos descobrir se isso tem ligação coma doença.
Mesmo tendo à sua disposição o que há de mais avançado na tecnologia de pesquisas sobre o genoma, Gahl diz que precisa de três a seis meses somente para estudar o mapa genético do paciente. Muitos pacientes não conseguem esperar tanto.
Até hoje, 12 pessoas que entraram no programa morreram sem diagnóstico, e ainda há mais de 50 casos em aberto no arquivo de William Gahl.
- As nossas histórias são histórias reais de compaixão, de desespero, de pessoas realmente morrendo. Não se trata só de nos sentirmos bem por fazermos um diagnóstico acadêmico.
Tratamento gratuito
Denise Nazzaro, uma professora de 46 anos, adoeceu no final de abril, de 2009. Um dia, durante a aula, ela percebeu que estava com dificuldades para manter equilíbrio ao caminhar.
Depois disso, Nazzaro passou a ter visão dupla, ruídos nos ouvidos e hipersensibilidade ao barulho. Em maio, ela foi diagnosticada com encefalite. Por um motivo desconhecido, seu cérebro inchava e causava os demais sintomas.
- Fiz muitos testes e todos foram negativos. Era como um episódio da série de TV House.
Sem diagnóstico, Denise piorou.
- Era tão ruim que eu nem conseguia ouvir o barulho da minha própria voz. Estava tão fraca que não conseguia pegar uma caneta para escrever meu próprio nome.
Os sintomas melhoraram quando ela começou um tratamento com esteroides. No entanto, as altas dose do remédio causaram danos - alguns permanentes - no seu organismo. Uma tentativa de ficar sem os remédios provocou uma lesão séria no cerebelo, que afetou sua fala e a coordenação na mão esquerda.
Denise foi aceita no programa em dezembro de 2010, e acaba de ir ao centro em Maryland para os exames.
- Ainda bem que o programa é patrocinado pelo governo e eles pagam por tudo. Eu já tinha gasto muito dinheiro com tratamentos.
Espera
A doença de Kylie McPeak, uma menina de seis anos que sofre de convulsões inexplicáveis, permanece sem diagnóstico. Ela foi examinada em dezembro de 2009 pelos médicos do UDP e aguarda notícias do NIH.
William Gahl diz que o caso é inédito.
- Ainda não encontramos nenhum caso como o de Kylie, ela é realmente única. Todos estão muito interessados no caso dela, mas precisaremos de uma análise genética.
Kylie começou a ter convulsões aos 4 anos de idade, depois de passar por um tratamento para diabetes. Pouco antes das convulsões, ela apresentava leves saltos na fala que evoluíram para dificuldades de dicção. Como seu corpo se contorce, Kylie desenvolveu uma séria escoliose na coluna e torcicolo no pescoço. Ela se alimenta por tubos porque não consegue comer.
Regina Larsen, mãe da menina conta a dificuldade enfrentada pela filha.
- O primeiro médico deu a ela um remédio muito forte que alterou seu comportamento. O segundo disse que ela tinha problemas psicológicos.
Hoje, a garota frequenta a escola e é acompanhada por três médicos, mas ainda espera por um diagnóstico definitivo.
- Ela não reclama das dores e lida bem com a situação, mas de vez em quando me pergunta: "Lembra de quando eu não era doente?'

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Brasil vai desenvolver nova vacina contra febre amarela

Produto feito a partir de planta deve provocar menos efeitos colaterais

O laboratório Biomanguinhos (Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos), da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), vai desenvolver uma nova vacina contra a febre amarela que provoca menos reações ou efeitos colaterais. O projeto usará como base uma planta para a criação do imunizante.
O estudo será feito em parceria com duas instituições de pesquisa dos Estados Unidos: o Centro Fraunhofer para Biotecnologia Molecular e o iBio Inc.
De acordo com a Fiocruz, os pesquisadores vão colocar os genes, responsáveis por produzir a principal proteína do vírus causador da febre amarela, nas folhas da Nicotiana benthamiana, espécie de tabaco hidropônica (cultivada sem tocar o solo, de forma suspensa e que recebe uma solução nutritiva).
Os primeiros testes clínicos da nova vacina estão previstos para ocorrer em três anos no Brasil e nos Estados Unidos. A Fiocruz vai investir R$ 10 milhões (US$ 6 milhões) na pesquisa.
A vacina atual, produzida por Biomanguinhos, usa uma versão atenuada do vírus da doença desenvolvida em ovos de galinha. A febre amarela á transmitida pela picada da fêmea do mosquito infectada pelo vírus. A doença causa febre, calafrios, náuseas, vômito, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias, além de dores na cabeça e no corpo.

A vacina é aplicada a partir dos nove meses de idade, com validade por dez anos. A única forma de evitar a febre amarela é a vacinação.
A estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que 30 mil pessoas morrem vítimas da doença todos os anos e 200 mil não são vacinadas.

Brasileiros ficam em 3º em torneio mundial de digitação de SMS

Paulista e carioca levaram prêmio de R$ 16 mil em torneio realizado em Nova York

Os paulista Tiago Machado Monteiro, de 21 anos, e o carioca Marcondes Alves, de 20 anos, ficaram em terceiro lugar no LG Mobile Worldcup, uma espécie de campeonato mundial de digitação de SMS, que premia as pessoas que mandam torpedos mais rápido pelo celular. Eles ficaram atrás apenas dos competidores do Panamá e do time da Coreia do Sul e ganharam um prêmio de R$ 16,7 mil (US$ 10 mil)
As vencedoras foram as irmãs panamenhas Cristina Sales Ancines, de 20 anos, e Jennifer Sales Ancines, de 15. Elas venceram os times de outros 15 países e levaram R$ 167 mil (US$ 100 mil). Durante a competição, que aconteceu nesta quarta-feira (26), em Nova York, os competidores tinham de digitar frases que apareciam em um telão de forma exata, sem erros ou abreviações, de forma mais rápida que seus oponentes.
Os participantes da final mundial foram escolhidos em seletivas regionais realizadas em 16 países (Argentina, Austrália, Brasil, Chile, El Salvador, Guatemala, Honduras, Indonésia, Coreia do Sul, Marrocos, Nicarágua, Panamá, Portugal, África do Sul, Tailândia e Estados Unidos).

Doença pulmonar em bebês prematuros pode melhorar com boa alimentação

A doença pulmonare que costuma se desenvolver nos bebês prematuros e requerem um prolongado tratamento após seu nascimento pode ser melhorada com uma alimentação adequada, segundo um estudo da Universidade de Michigan.
A pesquisa, publicada nesta quarta-feira na revista médica "Pediatric Pulmonology", demonstra a relação entre o crescimento pulmonar das crianças e sua alimentação.

Assim, entre os 18 bebês com displasia broncopulmonar (DBP) nos quais se baseia o estudo, aqueles que ganharam peso acima da média melhoraram seus volumes pulmonares de forma notável.


A DBP se desenvolve tipicamente em bebês prematuros, que requerem uma prolongada ventilação ou tratamento com oxigênio depois do nascimento, o que leva a reduções significativas no fluxo de ar comparado a crianças que nascem de nove meses.


Além disso, os bebês que sofrem desta doença pulmonar têm mais probabilidades de desenvolver asma no futuro.


Os responsáveis pelo estudo advertem que são necessárias mais pesquisas que examinem os efeitos de diferentes regimes nutricionais sobre o crescimento pulmonar, ao mesmo tempo em que reconhecem que até os bebês que melhoram com uma boa alimentação não são capazes de alcançar os volumes pulmonares das crianças não prematuras.


São considerados prematuros os bebês que nascem antes das 37 semanas de gravidez, o que ocorre com uma de cada oito crianças nascidas nos Estados Unidos, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças do país.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Efeitos climáticos de La Niña persistem até meados de 2011, diz OMM

O fenômeno metereológico é o responsável pelas chuvas intensas na Austrália, Indonésia e, no Brasil, causa secas severas no sul do pais. Situação deve seguir até abril de 2011, avisa a OMM (Organização Mundial de Meteorologia).
O fenômeno La Niña deverá se prolongar durante os próximos meses de 2011. O episódio responsável pelas catástrofes climáticas registradas na Austrália e em outras partes do mundo deve prosseguir pelo menos até abril, segundo um relatório da Organização Mundial de Meteorologia (OMM).
O fenômeno oceânico-atmosférico se caracteriza por um esfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico tropical, com impactos sentidos em diferentes regiões do globo. 
Segundo o relatório da OMM, desde agosto de 2010, as temperaturas da região oriental e central do Oceano Pacífico estão, em média, 1,5ºC mais frias do que o normal. Indicadores atmosféricos indicam que o La Niña é um dos episódios de maior impacto do século passado. Desde o seu aparecimento, ele tem provocado desordens climáticas que ocupam as manchetes dos noticiários.
Efeitos
Os meteorologistas da OMM afirmam que o corrente fenômeno é responsável pelas precipitações acima da média registradas na Austrália, na Indonésia e sudeste da Ásia. Acredita-se também que o atual La Niña tenha provocado mais chuvas no sul da África e precipitação abaixo do normal na África Equatorial oriental. Menos chuva também foi registrada no centro e no sudoeste da Ásia, como também no sudeste da América do Sul.
Na Austrália, por exemplo, a região norte do país sofreu grandes inundações ainda em dezembro. Em algumas partes do estado de Vitória, choveu em 24 horas o volume de chuva que costuma ser distribuído ao longo de um ano.
"Regiões tipicamente impactadas pelos eventos do La Niña devem ficar atentas e esperar uma continuidade das condições moderadas e fortes do La Niña nos próximos dois meses, e uma condição mais fraca em março e abril", diz o relatório da OMM.
Em regiões da Austrália, índice de chuva em 24 horas ultrapassou média anual
Em regiões da Austrália, índice de chuva em 24 horas ultrapassou média anual 

O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), antevê que, no Brasil, o La Niña vai provocar mais chuvas nas vazões dos rios da Região Norte e Nordeste do país. Já a Região Sul, produtor agrícola nacional importante, deve sofrer com secas severas.
"Ainda não temos ferramentas para quantificar o quanto acima haverá de chuva, portanto não há como prever se haverá danos para a população. Mas sabemos que na Região Norte as chuvas caem em forma de pancada, ou seja, chove muito em pouco tempo", disse à Deutsche Welle Priscila Farias, meteorologista do CPTEC.
Sobre as chuvas que caíram no Rio de Janeiro e ocasionaram a morte de mais de 800 pessoas, Farias disse que o ocorrido pode não se relacionar ao La Niña. "Não se sabe se o La Niña tem alguma influência nessa que foi a maior fatalidade climática da história do Brasil."
Histórico
O La Niña, normalmente, provoca o aumento das chuvas na parte ocidental do Pacífico Equatorial, incluindo o norte da Austrália e Indonésia, durante os meses de dezembro a fevereiro. No período de junho a agosto, o mesmo efeito é observado nas Filipinas – e quase não é sentido na parte oriental do Pacífico Equatorial.
Condições mais úmidas também são registradas entre dezembro e fevereiro no norte da América do Sul e sul da África, e entre junho e agosto no sul da Ásia e sudeste australiano. O ar fica seco em algumas regiões do Equador, Peru e África Equatorial ocidental entre dezembro e fevereiro e, entre junho e agosto, esse fenômeno é observado no Brasil e Argentina.
Uma vez que o fenômeno se desenvolve, sua duração média é de 12 meses. Segundo os registros meteorológicos, o forte El Niño de 1997-1998 foi seguido por um La Niña prolongado que durou de 1998 a 2001.