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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Seja autêntico. Seja sincero com você mesmo

Seja verdadeiro consigo mesmo. Não é preciso que você corrija ninguém no mundo. Não tente mudar os outros, nem lhes dar lições. Não seja autoritário e nem reformador. Se você mudar a si mesmo, será o bastante como mensagem para ser seguida. 
Ser autêntico é ser sincero consigo mesmo.
Como conseguir isso?
Você precisa se autoconhecer, ouvir sua voz interior. Descobrir seus talentos e habilidades. Descubra o que gostaria de ser, qual profissão gostaria de exercer. Descubra seu guia interior que vai lhe ajudar a seguir com segurança na sua caminhada na Terra.
Por exemplo, não pode decidir ser engenheiro ou médico apenas por que alguém disse o que você dever ser. Você precisa descobrir quais são suas vocações e aptidões.
Você pode seguir várias orientações dos seus pais, dos professores, pois geralmente eles têm boas experiências e sabedoria. E, muitas vezes, você pode renunciar a muitas coisas, mas não renuncie ao que for essencial para você.
Quando fizer o que gosta, ouvir sua voz interior, terá sucesso e realização profissional. Você se sentirá valorizado, útil e necessário para o mundo.
Acredite no amor. Não se torne frustrado tendo relacionamentos ou se casando com quem não quer. Escolha quem vai compartilhar de sua vida, ouvindo a voz do coração e da razão.
Como ouvir sua voz interior?
É preciso purificar a mente. Sem acalmar a turbulência da mente, a inquietação e ansiedade, você ouve apenas a mente negativa e não tem contato com seu Ser interior, fonte de toda sabedoria, amor e criatividade.
A meditação existe para ouvir a voz interior. Assim, se você deseja ser mais realizado e feliz,crie o hábito regular de meditar.
Outro ensinamento importante é não usar máscaras do ego para fingir o que você está sentindo. Se estiver triste, não precisa ficar sorrindo, fingindo que está alegre. Se estiver alegre, não precisa se sentir culpado porque os outros estão tristes. Seja verdadeiro com você mesmo e com os outros.
Tudo passa. Às vezes, você está sofrendo alguma dor física ou emocional, mas depois você melhora. Não alimente a tristeza criando estados depressivos, mas permita ser sincero consigo mesmo.
Se fingir o que está sentindo, você vai se dividir em dois – uma parte menor de você está sorrindo, e a parte principal continuará triste. E, depois, até sozinho, você continua fingindo porque isso vai se tornando um hábito automático e arraigado.
Aprenda a dizer sim quando quer dizer sim e, diga não quando quer dizer não. Se sempre fizer o que não quer apenas para agradar os outros ou viver o papel de “o bonzinho”, você vai sentindo raiva e reprimindo-a. E, depois, acaba explodindo e magoando as pessoas, mesmo sem querer, porque engoliu sapo e reprimiu emoções negativas. Isso cria disfunções e bloqueios no mecanismo do seu corpo.
Não reprima a raiva. Libere isso. Se sentir vontade de chorar, chore. É um mecanismo natural para liberar os bloqueios do corpo. Quando uma vez ou outra, você deixa as lágrimas correrem, quando realmente chora, seus olhos se limpam, você se purifica e se revigora, porque as energias bloqueadas e as emoções reprimidas são liberadas.
Alguns homens desenvolveram a noção errada de que não devem chorar. Quando crianças, ouviram de alguém ou até dos pais, que era fraqueza ou coisa de mulher chorar.

Mas, isso é um equivoco. Pois, se fosse apenas para as mulheres, os homens não teriam também glândulas lacrimais, na mesma proporção que existem nas mulheres.
Se você chorar sinceramente, quando sentir vontade, você também conseguirá rir, porque essa é a outra polaridade do ser humano. Permita-se dar risadas. Seja você mesmo, liberando suas máscaras e autoimagem negativa.
A pessoa que reprime a raiva fica com a mandíbula bloqueada. Isso gera até problemas dentários, porque muita energia negativa fica acumulada nos dentes. A pessoa com raiva come mais, fuma mais, torna-se um falante obsessivo, porque a mandíbula fica bloqueada .
E, como a mandíbula precisa de exercício para que um pouco dessa energia seja liberada, a pessoa alimenta vícios, engorda, fica nervosa, de mau humor. Tudo por causa da raiva acumulada.
Entenda que a raiva vem dos desejos insatisfeitos, da não aceitação do momento presente, do ego que não quer ser contrariado, do julgamento.
É humano sentir raiva, mas não alimente essa raiva. Deixa que ela venha e se vá. Não fique remoendo o que lhe causou raiva. Não fique se martirizando guardando mágoas, se lembrando do que lhe fizeram. Isso é inútil e vai apenas aumentar sua raiva e sofrimento.
É importante libertar-se da raiva, que é uma energia negativa poderosa que lhe impede de se conectar com sua verdadeira essência. Não desenvolva o hábito de não ser verdadeiro. Desenvolva mais tolerância com seus familiares, amigos e companheiros de trabalho. Aceite mais a si mesmo, os acontecimentos e as outras pessoas como são.
Outro ensinamento importante sobre a autenticidade: permaneça sempre no presente, porque as máscaras do ego, que são as falsidades internas, vêm tanto do passado quanto do futuro. O que passou, passou. Não se preocupe com isso e não carregue o passado como um fardo, pois isso não vai permitir que você seja autêntico em relação ao presente.
E o que não aconteceu ainda não aconteceu. Não se incomode sem necessidade com o futuro; do contrário você não será feliz no momento presente. Entender isso é vital.

Nem passado, nem futuro – o momento é tudo.
Cada momento tem sua característica peculiar, e nenhum momento precisa ser coerente com nenhum outro momento. A vida é um fluxo, é um rio que segue em frente mudando seus humores.
Assim, às vezes, você se sente triste. Não se julgue. Isso acontece. E depois você começa a sorrir de novo. Não se sinta culpado por se sentir triste ou por estar sorrindo. Simplesmente, seja verdadeiro consigo mesmo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Perceber um fato pelo lado positivo ou negativo só depende de você

Um pressuposto na terapia cognitiva é que nossas emoções, comportamentos e reações fisiológicas são consequências de nossas cognições, ou seja, de nossos pensamentos, crenças e portanto, de nossa maneira de pensar. Essa maneira de pensar define como percebemos a nós mesmos, os outros, o mundo e o futuro. Desse modo, as situações as quais experienciamos não determinam como nos sentimos ou como agiremos perante elas, mas sim como percebemos esses eventos, tal como demonstrarei abaixo.

Imaginemos um adolescente que esteja estudando, preparando-se para prestar vestibular e pense: “Sempre fui um bom aluno e tirei boas notas, mas estou prestando medicina na USP” ou ainda uma mulher casada que pense o seguinte sobre o esposo após o mesmo ter esquecido de passar no mercado como ela havia pedido: “Ele é muito dedicado ao nosso relacionamento, mas esqueceu o que pedi”. O que há em comum entra ambas situações? Primeiramente que tanto o adolescente quanto a esposa sentem-se mal após terem esses pensamentos e, em segundo lugar, causador dessas emoções negativas, ambos os pensamentos estão desqualificando o que foi posto anteriormente. Observe:
Situação
Cognição
Emoção
Comportamento
Estudando para o vestibular em medicina na USP
“Sempre fui um bom aluno e tirei boas notas, mas estou prestando medicina na USP”
Desânimo
Tristeza
Fecha o livro e vai fazer outra coisa
Marido esqueceu de passar no mercado
“Ele é muito dedicado ao nosso relacionamento, mas esqueceu o que eu pedi”
Irritação
Raiva
Briga com marido quando esse chega em casa
Veja agora, se mantemos o mesmo conteúdo, mas invertemos as sentenças mantendo a conjunção “mas” entre elas:
Situação
Cognição
Emoção
Comportamento
Estudando para o vestibular em medicina na USP
"Estou prestando medicina na USP, mas sempre fui um bom aluno e tirei boas notas”
Esperança
Motivação
Empenha-se mais nos estudos
Marido esqueceu de passar no mercado
“Ele esqueceu o que eu pedi, mas é muito dedicado ao nosso relacionamento”
Tranquilidade
Satisfação
Anota o que precisa ser comprado e vai ao mercado em outro momento.
É bastante comum que as pessoas façam o que foi descrito acima: peguem uma situação e com ela desqualifiquem uma experiência maior (algo contínuo), sentindo-se mal após a mesma, uma vez que tiram totalmente o valor do que é bom e permanece somente a mensagem do que vem após a conjunção “mas”. Por outro lado, se invertemos a sentença como foi demonstrado acima, o conteúdo não se modifica, mas a informação percebida sim. Com base nisso, porque optar por menosprezar o que é bom? Por que pegar uma situação pontual e desqualificar algo que é mais constante?

O conhecimento traz maior responsabilidade. Após aprender algo, não é possível mais se isentar da responsabilidade da escolha. Diante disso, a partir de hoje, como você optará por perceber as situações? Colocando ênfase no negativo ou no positivo? Como já foi apontado, o conteúdo da informação não se modifica, mas você perceberá que sua emoção e comportamento sim. Que tal fazer uma experiência?

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Perdoar é assumir a responsabilidade pelo que você sente

"O perdão é uma escolha. É recuperar seu poder, é assumir a responsabilidade pelo que você sente" 

Aquele que perdoa e não guarda rancores em seu interior, experimenta despreocupação e a leveza da alegria.
A capacidade de perdoar não acontece facilmente ou rapidamente. É uma virtude que precisa se cultivada por muito tempo. Você precisa ter muita força interior que vem da sabedoria e do amor de seu coração.
A oração, a contemplação e a meditação purificam o coração e a mente e auxiliam a sentir o perdão.
O perdão é um ato do coração e faz você experimentar o amor de seu próprio interior. Ele libera a dor, o ressentimento que você carregou como um fardo que feria a você mesmo e aos outros. Você deixa de ser vítima de quem lhe prejudicou.

Torna-se mais fácil perdoar quando você não multiplica as ofensas, não guarda mágoas e nem permite que a dor cresça em seu coração se relembrando do que lhe fizeram ou do que aconteceu.
É difícil perdoar quando você reage agindo da mesma maneira, revidando as provocações, as afrontas e magoando também a outra pessoa.
É preciso se lembrar que tudo que você pensa, fala e faz cria seu próprio mundo. Desse modo, ao criar dor para a alguém você está criando sofrimento e inquietude para si mesmo.
Quando uma pessoa nutre pensamentos rancorosos, esses pensamentos tendem a se acumular gerando tensões, insônia, agitação, destruindo sua própria paz mental.
A raiva e o ódio são emoções que tendem a se agravar e a crescer se deixados sem controle. São nossos verdadeiros inimigos.
Você pode até achar que sente aliviado ao responder da mesma maneira, mas você se esquece que está gerando sofrimento para si mesmo. Você não percebe que essas emoções destrutivas queimam você por dentro, tiram sua paz e alegria.
Para superar essas emoções destrutivas, você precisa cultivar a paciência e a tolerância.
Como diz Dalai Lama, no livro A Arte da Felicidade: "um produto da paciência e da tolerância, é o perdão. Quando somos realmente pacientes e tolerantes, o perdão surge espontaneamente".
O perdão é uma escolha. É recuperar seu poder, é assumir a responsabilidade pelo que você sente.
O perdão é para sua própria cura porque você não gasta energia desnecessária sentindo raiva e sofrimento em relação a coisas sobre as quais você não pode mais mudar e não têm poder.
Muitas pessoas não entendem que quem perdoa é o mais beneficiado e teimam em afirmar que o outro não merece seu perdão. Mas, agindo assim, elas estão apenas criando uma montanha de dor para elas mesmas.
Analise os acontecimentos negativos no passado e reconheça que passado é passado e que nada vai mudar esses acontecimentos. Perceba que não adianta guardar ressentimentos, pois isto apenas perturba sua mente criando infelicidade para você.
Perdoar não é esquecer algo doloroso que aconteceu. Perdoar e esquecer são coisas diferentes. Você pode até se lembrar desses acontecimentos, mas o importante é abandonar os sentimentos negativos relacionados a esses acontecimentos. Ao perdoar você não fica preso ao passado.
O perdão é a energia do amor que nos liberta.
Entenda o valor do perdão. Compreenda que perdoando você pode melhorar sua saúde física e mental. Você se liberta das amarras das mágoas e experimenta a leveza do coração.
Perdoando você está sendo gentil com você mesmo e reconhecendo a bondade de sua alma. Você experimenta tranquilidade da mente, sente entusiasmo e vive melhor seu momento presente.
Pessoas de difícil convívio em nossos relacionamentos nos ajudam a desenvolver todas estas virtudes: paciência, tolerância, perdão, compaixão e compreensão. São como termômetros para nós, pois através delas vamos nos autoconhecendo, descobrindo o quanto já evoluímos e o quanto ainda precisamos dissolver a raiva em nosso coração.
E entenda que para perdoar você não precisa conviver com a pessoa. O importante é orar sinceramente para que ela seja feliz. Tanto quem perdoa como quem é perdoado é beneficiado com o perdão.
Alimente a força do perdão. E experimente como essa virtude abençoada fortalece você e o ajuda a superar as dificuldades.
Lembre-se de Deus e sinta como o poder do perdão é uma verdadeira alquimia curando e transformando você. Fique em paz!

 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Indecisão: Por que às vezes é tão difícil fazer escolhas?

Sem perceber, somos obrigados a fazer um enorme número de escolhas todos os dias.
Escolhemos a hora em que vamos acordar, a roupa que iremos usar, o que comeremos em nosso café da manhã (isso se tivermos escolhido tomar café, é claro!). Escolhemos com quem vamos interagir, a quem vamos sorrir, que ligações iremos retornar.
Além dessas coisas aparentemente pequenas, fazemos também as grandes escolhas. Todos os dias escolhemos novamente sair para trabalhar, ou nos relacionarmos, ou estudar, e por aí vai.
Imaginem o quanto uma pessoa indecisa pode acabar se vendo em maus lençóis!
Podemos pensar em vários graus de indecisão.
Existem aquelas pessoas que ficam horas dentro de um provador de roupas olhando para duas cores de camisa e saem de lá sem nenhuma (ou com as duas!) porque simplesmente não conseguiram escolher. Existem aqueles que passam a vida em um emprego medíocre porque não conseguiram tomar a decisão de arriscar quando uma outra oportunidade surgiu. Existem pessoas que se atrapalham todas nos relacionamentos porque não conseguem saber quem realmente desejam ter a seu lado, seja como amigo, amante ou namorado.
Quanta confusão!
Quando éramos pequenos, antes de sermos transformados em mini-robôs, todos nós sabíamos exatamente o que queríamos. Sabíamos se queríamos o colo de nossa mãe ou daquela tia chata que apertava nossa bochecha. Sabíamos se gostávamos de sopa de ervilha ou de batatas fritas - essa era fácil! Sabíamos se preferíamos morder a bola ou a orelha do gato. Nada difícil!
O que aconteceu conosco então? Como acabamos nos transformando nesse poço de confusão incapaz de escolher entre azul e amarelo?
A resposta que me ocorre é que nos perdemos...
... nos perdemos de quem de verdade somos
... nos perdemos daquela força natural de vida que nos leva a escolher.
1º) Nos perdemos de nós mesmos quando damos atenção demais à opinião dos outros.
Em algum momento da vida todos nós sofremos algum tipo de pressão para sermos o que era esperado de nós. De alguns era esperado que fossem sempre cordatos e compreensivos. De outros, que fossem fortes e inflexíveis. Não importa quais fossem as expectativas, é certo que todos nós tentamos cumpri-las em algum momento, lá atrás.
No entanto, chega um momento de nossas vidas em que precisamos enxergar que, por mais que nos esforcemos, nunca satisfaremos a todas as pessoas. NUNCA! Entender isso nos liberta para sermos simplesmente quem somos, para fazer as nossas escolhas, mesmo que não agradem a quem está à nossa volta.
No entanto, essa libertação às vezes é mais difícil para algumas pessoas, que continuam tentando agradar, corresponder, acertar... e lá vem a indecisão. Chega de tentar agradar... você gostou do vestido amarelo com estampas de girassol? Compre-o, mesmo que sua mãe acha amarelo uma cor horrível. Quer a gravata de zebras? Arrisque, crie seu estilo, seja quem você é.
2º) Nos perdemos de nossa força de vida quando temos medo de errar.
Se você teme errar acaba ficando sempre parado no meio do caminho entre o verde e o amarelo, entre a praia e a montanha, entre o pão de forma e o croissant. É triste, porque na verdade não existe essa coisa de erro e acerto. Mesmo que você devore um croissant todo cheio de manteiga e acabe passando mal, terá aprendido e crescido com isso, então de alguma maneira foi um acerto para você. Não há vida sem que corramos riscos. Se você aceitar isso, se estiver em paz com o fato de que errará algumas vezes (talvez muitas!), nunca irá diminuir a sua força vital com medo que ela atraia alguma situação perigosa na sua direção.
Muitas pessoas “escolhem” não escolher, sem se dar conta de que essa é uma escolha também.
É uma fuga, como se apagassem seu próprio brilho, o deixassem bem fraquinho, tão fraquinho que não tem sequer força para ir em uma ou em outra direção. Não faça isso... acenda sua luz, nem que seja para cometer um erro luminoso. Ao menos estará vivendo, aprendendo, crescendo.
Treinando escolhas
(Um cuidado: Casos mais graves de indecisão tem sido associados a depressões. Se esse for seu caso, se não conseguir escolher nem mesmo as coisas mais simples, como levantar-se de sua cama, busque ajuda em primeiro lugar.)
Para quem já não escolhe há tempos talvez a capacidade de escolher esteja um tanto enferrujada. Talvez você realmente não saiba nem por onde começar. Assim, depois de compreender um pouco o que o levou a negar a si mesmo, só lhe resta praticar:
Comece parando de abrir mão de escolher! Mesmo se não souber o que quer, invente! "chute"! arrisque!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Reflita sobre as possíveis causas de seu sofrimento

É preciso entender que não há receita pronta para acabar com o sofrimento, seja ele qual for. É preciso sim muita análise para entender como tal situação se formou. É importante se lembrar de manter sempre o diálogo interno, ou seja, conversar muito consigo mesmo.

Tudo que nos acontece tem uma mensagem, é preciso entender qual o significado do que acontece para você.


As pessoas se queixam por diversos motivos, mas poucas se dão ao trabalho de se aprofundarem na busca das causas daquilo que sentem e dos motivos que alegam sofrer. Por exemplo: dizer que se sofre por uma doença. Sim, a doença é algo que traz sofrimento e é real, não duvido disso, mas qual a causa oculta e inconsciente que o fez ficar doente? Um trabalho que não gostava? Um relacionamento insatisfatório, destrutivo? Um padrão repetitivo de comportamento?

Abaixo segue mais alguns motivos que nos fazem sofrer:
Sofremos por crenças aprendidas e não atualizadas

Por que somos teimosos em insistir em algo que se mostra nos fazer mal? O que é pecado? Bom e mau? Certo e errado? Belo e feio? As crenças podem, e devem, ser contestadas e principalmente, atualizadas. Muitas vezes ficamos presos a padrões de comportamentos que nos foram ensinados há muitos anos atrás e de que nada servem a não ser nos aprisionar a comportamentos daquela época. Crenças nada mais são que conceitos que aprendemos em alguma época da vida, e sem questioná-los, levamos adiante. Crenças aprendidas muito cedo, quando ainda somos crianças, mas que por terem sido repetidas infinitas vezes, registramos como verdade absoluta. Por exemplo, que sexo é pecado, que dinheiro é sujo. Quais são as crenças que o fazem sofrer?
Sofremos por rigidez

Quem faz as coisas de modo fixo, sempre de determinada maneira e ainda impõe que outros façam igual, faz a todos sofrerem. Quais são as regras a serem seguidas? Quem as ensinou? Examine sua própria rigidez. Será que espera ou exige que tudo seja feito a sua maneira? A rigidez pode chegar a ser paralisante. Nem sempre é fácil mudar, mas quando a própria pessoa se permite se soltar e agir de modo espontâneo, tudo pode mudar mais facilmente. Devemos lembrar que a rigidez cabe a pedra; ao homem, a flexibilidade.
Negação da realidade

Queremos, quando não exigimos, que as pessoas e situações sejam ou aconteçam conforme nossas próprias necessidades e expectativas, apenas porque temos dificuldade em aceitar a realidade como se mostra. O conflito surge quando esperamos que o mundo, as pessoas, sejam de determinada forma e descobrimos que não são como desejamos, ou ainda, como insistimos que sejam. E pode desaparecer quando vemos a realidade como ela verdadeiramente é.


A verdade é de cada um, deve ser respeitada, mas não podemos negar a realidade. Quando não aceitamos a realidade e insistimos em negá-la, com certeza isso trará muito sofrimento. Qual é a realidade que você se nega em aceitar?
Preconceito

Por qual motivo condenar a maneira de ser de outra pessoa só porque você não concorda ou é diferente? O preconceito está relacionado com julgamento, rótulos, rigidez em seu próprio modo de pensar e agir.
Julgamentos

O que o faz julgar algo ou alguém? É evidente que não estou me referindo a crimes, ou situações afins. Não é preciso julgar as pessoas e situações como boas ou más, mas considerar tudo como parte do aprendizado.

Julgar e rotular não fazem bem a ninguém, seja qual for. Quem não se lembra de um simples apelido recebido na infância e que o fez sofrer por anos?

Temos dificuldade em identificar os próprios sentimentos e como queremos quantificar, medir ou julgar o que o outro sente, se muitas vezes não conseguimos expressar sequer o que nós sentimos?

É importante lembrar que todos estão em constante processo de aprendizagem, claro que em diferentes níveis, o que não nos dá o direito de julgar quem ou o quê seja.

Não perca a oportunidade de experimentar e vivenciar esse momento da vida de maneira gratificante e feliz. Qualquer que seja sua realidade, aquilo que está enfrentando e experimentando neste momento, pode ser transformada em aprendizado, ainda que seja o décimo acontecimento semelhante. Se algum fato insiste em acontecer, por algum motivo, ainda deve ter algo a aprender. Pergunte-se qual o aprendizado. E ouça sua resposta.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Perguntas eficientes te ajudam a solucionar os problemas

Definir seus objetivos e planos para atingi-los faz parte do coaching de vida 

O processo de coaching de vida é conhecido pelas perguntas eficientes que fazem parte de princípios da Programação Neurolinguística. É uma técnica rica em conduzir dentro de cada pessoa um melhor estado emocional, com ações e resoluções necessárias. Dessa maneira, o sucesso fica mais próximo.

Seguem algumas idéias de podem lhe dar uma direção e facilitar o processo de superação e ação.

1- Onde está seu foco de atenção hoje? Está no problema ou na solução?

Você pode e deve focar sua energia no que quer ao invés de focar no que não quer ter. O primeiro passo é ter conhecimento de suas ações no presente e como você está agindo. Isso facilitará o processo de mudança.

2- Você já fez algo para solucionar essa questão? O que foi? O que pode fazer diferente agora com o aprendizado dessa experiência passada de tentativa de resolução?

Reconhecer os aprendizados e fazer uso deles é um processo sábio de crescimento. Enquanto você ainda não tem o que quer, saiba que suas experiências não devem, por causa disso, serem classificadas com a palavra fracasso. A vida é feita de aprendizados e lapidação para chegar onde ser quer. 

3- O que você pode fazer para melhorar sua ação e a qualidade do que você faz? Como pode fazer diferente daqui para frente?

Use a idéia do bom senso na criação de suas metas. Se quiser fazer algo novo, se quiser mudar um pensamento, uma ação, chegar a algum lugar, saiba as opções que podem lhe proporcionar o que você quer.

4- Quando um desafio é grande, você o divide por etapas e foca suas energias em cada parte do processo de forma individualizada, como se fossem partes autônomas de ação?

Você pode lidar com tudo ao mesmo e terá dificuldade de ação e agilidade ou você pode separar e se comprometer com o que você consegue no tamanho adequado e real das suas capacidades no momento presente.

5- Suas ações estão alinhadas com seu objetivo? Se você continuar fazendo o que faz, vai alcançar seus objetivos num futuro próximo?


Suas atitudes devem condizer com o que você almeja, por isso devem estar em perfeita harmonia. Isso encurta o caminho e poupa tempo. Suas ações farão total diferença. Palavras chaves: foco, energia, direção.

6- Você está comprometido com o seu objetivo?

Quando você se propõe a mudar e agir, é importante estar focado e direcionado para onde quer chegar. Estar centrado é fundamental. A ação para o sucesso do que deseja deve estar em plena sintonia com os pensamentos.  

 

7- Qual seu intuito, qual sua intenção em alcançar a superação do seu problema?

É necessário saber o motivo de você querer o que quer. E então deve saber quais são as reais intenções por trás do seu desejar e então, verificar se são atrativas para montar uma ação.

8- Quem você conhece que sabe fazer o que você quer, ou seja, que tem qualidade na execução do que você almeja ter? Como especificamente essa pessoa consegue o resultado que você deseja? Quais são as estratégias, o modo de pensar, de agir e fazer acontecer dessa pessoa?

Quem já sabe fazer tem um caminho pronto. Você pode aprender com essa pessoa como parte da primeira etapa e depois de entender o processo pode criar sua própria forma de viver a sua vida para alcançar a superação.

9- Quem você conhece que superou esse problema? E como essa pessoa fez isso?

As pessoas que já superaram podem ter feito de forma consciente ou inconsciente, por isso, estudá-las e compreender o mecanismo de ação pode ajudar (e muito!) o seu processo de melhoria pessoal.

10- Você conhece os caminhos de resolução do seu problema? Quais são?

Antes de tomar uma atitude e resolução, estude as possibilidades. Tenha opções! Isso lhe confere liberdade de ação e de escolha.

11- Qual seu prazo de resolução e superação?

As metas com prazos lhe ajudarão na questão da ordem e organização e isso facilitará o alcance do seu objetivo final. Tenha metas e regras bem claras para você poder agir.

12- Como será sua vida depois que você mudar? Como sua vida será diferente?


Prepare sua mente para quem você quer vir a ser. Visualize, ouça, sinta, interaja com as mudanças que estão por vir na sua vida.

Você pode, agora, a partir dessas 12 perguntas acima, montar seu próprio questionário e então você poderá aprender a fazer as perguntas certas a você mesmo que lhe ajudarão na resolução dos problemas, produzindo paz, bem-estar e sucesso pessoal.  

 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Caminhos para adquirir uma boa autoestima

"Nesta relação, é de crucial importância o entendimento de que precisamos nos dar todas as oportunidades para tentar e experimentar, mesmo errando, e insistir em nossas tentativas e experiências enquanto for razoável acreditar nas possibilidades de se chegar ao sucesso. Esta é uma das chaves da autoestima, pois o amor próprio se revigora nos momentos em que nos permitimos o esforço das tentativas, da busca, do aprendizado"

Por mais que nós, como pais e educadores, sejamos cuidadosos e em vez de dizer “não gosto, está feio, está errado, não gosto de vocês”, nos esforcemos para constantemente repetir: “eu adoro vocês, eu amo vocês”. Por mais que se acentue: “eu fico chateado quando você faz uma coisa assim, mas eu não deixo de gostar de você”, e embora sempre ressalvemos para evitar abalar a autoestima deles, a escuta das crianças inevitavelmente passa pelo não gostar. Faz parte da nossa cultura, da sociedade, da vida em comum, dos seres humanos, da existência da razão que vê o futuro, não podemos nos queixar disso. Essas lesões na autoestima são o ônus de se ter uma razão e o que podemos fazer é procurar minimizar isso.
Autoestima: filho mais velho em geral sofre mais

Mas está lá, não tem jeito. E há crianças que são extremamente sofridas com essa obrigação de ter de fazer tudo certo. Geralmente são os filhos mais velhos; os segundos já estão mais protegidos porque tem o irmão na frente errando e sofrendo com as responsabilidades.
Para se mudar a situação de baixa autoestima, o melhor instrumento de que dispomos é a tolerância, que nos é ensinada pelo amor. Através dela aprende-se a lidar com os erros. Quando aceitamos a ideia de desenvolver uma capacidade para tolerar os erros percebemos que esta atitude reforça a autoestima, a qual, por sua vez, contribui para uma melhor tolerância, gerando um círculo virtuoso que melhora a relação de cada um consigo mesmo..  
Nesta relação, é de crucial importância o entendimento de que precisamos nos dar todas as oportunidades para tentar e experimentar, mesmo errando, e insistir em nossas tentativas e experiências enquanto for razoável acreditar nas possibilidades de se chegar ao sucesso. Esta é uma das chaves da autoestima, pois o amor próprio se revigora nos momentos em que nos permitimos o esforço das tentativas, da busca, do aprendizado.
Generosidade do perdão e displicência vazia

Vale a pena ressalvar uma crucial diferença entre a generosidade do perdão e a displicência vazia de uma complacência que tudo aceita sem nada questionar. Importa distinguir o erro repetido e estagnado, do erro cometido em busca do acerto, do aprimoramento, a partir do qual se desenvolve um processo de crescimento. Assim, quando por detrás do erro está o empenho e a procura, deve haver uma margem de aceitação dele, de tolerância para com suas conseqüências negativas, pois daí pode advir o mais positivo de todos os resultados – a evolução, mola fundamental do processo de vida. Este tipo de erro precisa ser bem recebido, pois, no longo prazo, dele resulta o bem.
Quem tem boa autoestima em geral é altruísta
Muitas pessoas confundem atitudes de egoísmo com autoestima. Há uma diferença enorme entre uma e outra forma de sentir e de se comportar. Geralmente, a pessoa egoísta se comporta assim exatamente por falta de autoestima. Na maioria das vezes, o egoísmo é um pobre e insatisfatório substituto de um sentimento real de autoestima. As pessoas bem dotadas de autoestima costumam ser generosas, solidárias e altruístas, comportando-se de uma maneira oposta ao comportamento do egoísta. Este, por insegurança ou por ganância, sente necessidade de dar excessiva atenção às suas necessidades e aos seus desejos. Ansioso, procura atender seus interesses colocando-os à frente de qualquer outra coisa.
Curiosamente, encontro com muita freqüência pessoas acusando outras de serem egoístas. A maioria delas, entretanto, é apenas um egoísta que está irritado por não ver seus interesses atendidos pelo outro. Quando existe um conflito de desejos o mais comum é que cada um lute pelo seu interesse.
Neste momento é que podemos perceber com clareza pessoas que primam pela generosidade e pelo altruísmo, abrindo mão de vantagens para beneficiar os outros. Estas pessoas geralmente estão tranqüilamente felizes, por desfrutar de uma boa autoestima, e podem, sem sofrimento, abrirem mão de alguma satisfação ou prazer para beneficiar outro mais necessitado ou carente. É como alguém que, por ser suficientemente abastado, pode ser dar ao prazer de ajudar os outros. Quem tem elevada autoestima possui uma riqueza interior que lhe permite ser dadivoso sem se considerar prejudicado.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Aceitar é começar a ser feliz

"Aceitação não é comodismo ou fuga, o ato da aceitação equivale a envolver com amor profundo os fatos que não podemos alterar e encará-los como circunstâncias a serem vivenciadas e vencidas para o fortalecimento do nosso ser"

Há momentos na vida, onde tudo parece estar perfeito, maravilhoso, melhor que o sonhado. Muitos desses momentos têm continuidade e nos permitem experimentar esta sensação de alegria profunda e realização, outros não. Alguns desses momentos são subitamente interrompidos por causas inesperadas, fatos inusitados e circunstâncias inimagináveis.

É conhecida a frase: a dor é inevitável, o sofrimento opcional. Nessas circunstâncias não é bem assim; para uma mãe ou futura mamãe que perde um filho em gestação, o sofrimento não é opcional, é uma realidade inevitável. Nessas circunstâncias, a frase deve ser adaptada para: "a dor é inevitável, a forma de enfrentar o sofrimento é opcional!".
Há circunstâncias na vida onde não possuímos controle ou possibilidade de interferência ao ponto de mudar os resultados: resta-nos não como consolo, mas como atitude inteligente e digna o exercício da aceitação.
Dentro das principais opções que temos para enfrentar o sofrimento estão: o desespero, a raiva, a indiferença, a mágoa, a ira, a revolta, a depressão, a alienação e a aceitação. A única que não agrava nossos problemas e possui efeitos benéficos é a aceitação.
O exercício da aceitação é tanto mais fácil e possível quanto maior for o nosso grau de consciência, maturidade e espiritualização.
Aceitar é ser verdadeiramente humilde diante dos fatos inevitáveis e das circunstâncias imutáveis. A humildade nos faz reconhecer o limite das nossas possibilidades diante do universo ao nosso redor. Aceitação não é comodismo ou fuga, o ato da aceitação equivale a envolver com amor profundo os fatos que não podemos alterar e encará-los como circunstâncias a serem vivenciadas e vencidas para o fortalecimento do nosso ser.
Diante dessas situações, seja forte. O mundo é dos fortes, diria uma sábia amiga se estivesse ao meu lado agora que escrevo este artigo. A verdadeira força reside nas capacidades de aceitação e de recomeçar.
Compreender as coisas, nem sempre diminui a dor e o sofrimento, mas nos permite optar por enfrentar a dor e o sofrimento com inteligência, dignidade e resignação.
Chamamos de resiliência a capacidade psicológica de, submetidos a fortíssimas pressões, conseguirmos retornar ao equilíbrio e retomar nossas vidas, realizando um novo começo.
Nessas circunstâncias onde a humildade e a aceitação são nossas maiores virtudes, vale lembrar três reflexões:
1) A prece da serenidade: "Senhor dá-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar,coragem para mudar as coisas que eu possa e sabedoria para que eu saiba a diferença."
2) Uma reflexão que faço em meu livro Atitudes Vencedoras: "A fé é a certeza que fica quando todas as outras deixam de existir!"
3) Um conselho repetido muitas vezes por Omar Cardoso (pesquisador de astrologia e importante radialista brasileiro da década de setenta): "Todos os dias sob todos os pontos de vista, vou cada vez melhor!"
Estas três reflexões juntas nos permitem compreender que humildade e aceitação constituem o princípio da serenidade; que nossa fé deve ser superior a nossas dores e sofrimentos, mesmo quando não podemos compreender porque determinadas coisas aconteceram, justamente quando tudo parecia perfeito, e; que a certeza de um amanhã, de um renascer onde poderemos estar melhores a cada instante, deve nortear nosso recomeço.
Seja qual for a dor que te aflige, opte por enfrentar o sofrimento pela via da aceitação: a dignidade desse caminho lhe fornecerá as forças para renascer e recomeçar e assim como a mitológica ave Fênix, você renascerá das próprias cinzas (do sofrimento que vem lhe consumindo).

Viver é renascer e recomeçar a cada dia, como repetia com profundo amor Francisco Cândido Xavier: "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim".
Por mais difícil que seja este momento, ele não é o fim. Acredite, pode até parecer, mas não é o fim.
Pratique a humildade, aceite a realidade e recomece, recomece sempre...
Quanto mais cedo você exercitar a aceitação, mais cedo começará a ser feliz...
Seja forte!


 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Querer é poder

Você pode vencer!

Você é uma pessoa acomodada?

O indivíduo consciente de sua força interior sempre quer mais. Seja qual for a posição que você ocupa. Um gerente que quer se tornar diretor, um empresário que está crescendo muito ou precisando sair do vermelho, um colaborador que se sente ameaçado por um programa de demissão, etc. Existe uma força dentro de você que o impulsiona a ir adiante.
Estacionar significa decadência, e repetição é sinônimo de acomodação. A capacidade de evoluir é que torna os seres humanos especiais. Os animais, no auge de seu desempenho, simplesmente repetem. A melhor teia que uma aranha pode fazer, por exemplo, é aquela que toda espécie é capaz. O ser humano, entretanto, pode criar, isso o torna único.

Mudar porém é algo que acontece somente quando assumimos a responsabilidade pelo que somos e queremos. Ninguém pode mudar nada por nós. O poder de nos transformar nos pertence. A autocriação é a habilidade que aproxima o ser humano de Deus. O Criador deu-nos a semente da vida, e nossa função é continuar sua obra.

Mudar é uma tarefa maior do que se imagina: implica superar barreiras, quebrar paradigmas, abandonar crenças, descongelar idéias e posturas cristalizadas. Requer um processo contínuo de revisão dos pensamentos e uma abertura permanente para o novo.

Antigamente, as montadoras, os supermercados e vários outros setores costumavam formar cartéis para fazer acordos. A idéia era ficar em casa esperando a tempestade ir embora e aguardar o momento de sol voltar a brilhar.

Então, saíam às ruas de novo. Esse era um tempo em que nossa economia era superprotegida e os grandes acordos transformavam as situações de emergência em oportunidades de enormes ganhos. As empresas, em vez de baixar preços, diminuíam a produção, aumentavam o preço e ganhavam uma margem de lucro muito maior.

Além da força interior que nos impulsiona, nossa escolha pela mudança é fundamental para acompanhar a evolução do universo. As pessoas falam das mudanças do mundo atual, mas não é só a economia que muda, o próprio universo se transforma a cada momento, ele traz em si a dinâmica que gera o movimento dos planetas, o ciclo dos dias, o fluxo das nuvens e das águas, o ritmo da vida de cada planta ou animal. Mudar faz parte da própria vida.

As rápidas transformações do mundo atual exigem também mudanças velozes para enfrentar os novos desafios que surgem. Mudar é também o verbo da realização. Um verdadeiro vencedor sempre aproveita os períodos de incerteza para compreender quais esse verbo proporciona.

Estar aberto para evoluir permanentemente é fundamental para sua carreira. Não deixe que sua vida profissional seja decidida pelo destino. Faça um planejamento consciente para enfrentar os tempos difíceis.
 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Pessoas otimistas vivem melhor

Um artigo publicado recentemente no periódico Current Directions in Psychological Science revisou diversas pesquisas para determinar se é verdade que o otimismo é benéfico para a saúde.
O pesquisador Anthony Ong, da Universidade de Cornell (EUA) sugere a partir da sua pesquisa que emoções positivas podem ser antídotos poderosos contra estresse, dores e doenças. Ele especula que as pessoas mais felizes são aquelas que têm uma atitude pró-ativa em relação ao envelhecimento ou que evitam comportamentos pouco saudáveis. São indivíduos que fazem exercícios regularmente, não fumam e praticam sexo seguro.
Atitudes como essas se tornam cada vez mais importantes à medida que a idade avança e as doenças se tornam mais freqüentes. Além disso, pessoas mais positivas têm níveis menores de estresse. Ong diz que “Todos nós envelhecemos. É como nós envelhecemos, entretanto, que determina a qualidade das nossas vidas”.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Perceber sentimentos é mais importante do que análise

Sentir é mais importante do que todas as análises. Na Índia, os mestres dizem que a estrada mais longa que existe é a que vai do cérebro ao coração. Somente a sabedoria pode fazer as pessoas descerem do pedestal de super-homem para ser gente de verdade. A vaidade transforma-se em simplicidade.

Ao dar espaço para seus sentimentos, progressivamente, seu hábito de julgar as pessoas é substituído por uma capacidade de experimentar as próprias sensações e as dos outros. Sua bondade faz com que as interpretações habituais deem lugar à compreensão. Então, começa a maior de todas as aventuras.


Os heróis de verdade abrem as portas de seus sentimentos e permitem aos outros descobrirem sua fragilidade. Quando ele aprende a abrir seu coração, a falar de suas feridas e a ter humildade para assumir seus sentimentos, pode receber o carinho que lhe faltou na infância.


As feridas da alma nunca são curadas com sexo, comida ou poder, e sim com carinho, atenção, paz.


Quando você se permite pedir ajuda a alguém, está a caminho da felicidade. Ao perguntar ao filho como pode viver melhor, ao ouvir e valorizar a voz da pessoa amada, então, começa a ser feliz.


A bondade é fundamental para a felicidade. A generosidade é fruto da capacidade de sermos ricos de espírito. O indivíduo mesquinho é o ser mais pobre que existe, pois cobra até os centavos da vida. Mesmo quando, dominado por seu coração, tem um gesto generoso, no momento seguinte é dominado por sua mesquinhez e cobra o que fez. Sua vida é uma infindável conta bancária, com créditos e débitos. O bondoso, ao contrário, tem sabedoria para saber que existem atos que precisam ser perdoados, principalmente as dívidas do coração. Não perca a oportunidade de ser bondoso consigo mesmo.


Não perca também a chance de ser bom com os outros. Muitas vezes, as pessoas não se dão conta das oportunidades que têm de dar amor. Esperam a ocasião de criticar os outros, mas não têm nenhuma expectativa de dar amor e dizer coisas boas a respeito deles. É importante que não desperdicemos as oportunidades para mostrar o quanto somos ricos espiritualmente e quanto amor temos no coração. É importante deixar que as pessoas percebam a riqueza de nosso interior.


A rosa não escolhe para quem vai exalar seu perfume. Não seja simpático só com seu chefe, pai, filho, esposa, marido, amigo... Seja generoso com todas as pessoas! Generosidade não é apenas dar presentes. Seja generoso pedindo desculpas, elogiando, dando carinho, importando-se com as pessoas.


Você faria algo diferente se descobrisse que hoje é seu último dia de vida? O quê? Pediria desculpas para alguém? Declararia seu amor? Agradeceria a alguém? Faria uma dessas coisas? Então, o que você está esperando para fazer isso já? Está esperando descobrir que hoje é seu último dia de vida? Não perca essa oportunidade, transforme-se agora.


Há pessoas que têm a mania de olhar para os outros e ver um talão de cheques (com fundos, é claro). Estão mais interessadas em saber como o outro poderá ajudá-las a atingir suas metas, principalmente as materiais, do que em tornar-se amigas do ser humano que está à sua frente. No mundo dos negócios, é comum as pessoas se relacionarem visando interesses, mesmo quando estão em eventos especiais. Mas na vida pessoal não precisa nem deve ser assim.


As pessoas estão se esquecendo do quanto é gostoso sair só para se divertir, conhecer gente, trocar afetos e fazer amizades.


Estamos nos esquecendo de ajudar os outros - e de pedir ajuda também, por que não? É importante que redescubramos o prazer de tornar as pessoas felizes. Muitas pessoas vivem à espera de uma oportunidade para criticar, prejudicar, menosprezar o outro, mas perdem muitas ocasiões de ser boas.


Quando era criança, eu gostava de acompanhar meu pai quando ele ia fechar suas farmácias aos domingos, na hora do almoço. Ele sempre andava com um maço de notas no bolso. E, em silêncio, quase escondido, aproximava-se de cada funcionário e dava-lhe uma dessas notas. Essa atitude chamava minha atenção e certo dia perguntei:


- Pai, por que você dá dinheiro todos os domingos para o pessoal que trabalha nas farmácias? Você já não paga os salários deles?

Meu pai respondeu:

- Filho, as pessoas que trabalham para a gente recebem o salário no final do mês e o entregam para seus pais. Quando chega o domingo, elas querem ir ao cinema ou ao circo, mas não têm dinheiro. Eu sei o quanto é triste você querer ir ao cinema e não ter dinheiro. Pelo menos quem trabalha para nós precisa ter dinheiro para ir ao cinema no domingo à tarde!


É muito bonito quando a gente sente prazer em proporcionar felicidade aos outros. Quando o sucesso implica sucesso para os outros, todos ficam felizes com seu êxito. Mas, quando o seu sucesso significa derrota para os demais, estes sentirão inveja de você. É muito triste não ter um amigo para comemorar as vitórias.


Há pessoas que dizem que o ruim do sucesso é a inveja. Mas isso só acontece quando o sucesso significa ganho para uns e perda para outros. Quando o sucesso significa ganho para todos, as vitórias ficam muito mais saborosas.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O que acontece na mente em estado meditativo?

"Meditar não é parar o falatório constante da mente à força. Com a prática constante, a mente vai parando por ela mesma e você vai experimentando níveis mais e mais tranquilos"

Meditar é sentar-se sem fazer nada. Não lutar, não usar o corpo nem a mente. Se começar a se esforçar, ou fazer alguma coisa, estará concentrado ou em estado contemplativo, e estará movendo-se para fora de seu centro.
Meditar é encontrar um tempo para apenas ser em vez de fazer algo. É dedicar um momento para não fazer nada, e estar completamente relaxado.
Não é perder tempo, nem ser egoísta, e sim apaziguar a mente. Meditar é um grande trabalho social, pois ao melhorar, você pode ajudar realmente outras pessoas, transmitindo amabilidade e compreensão.
Após experimentar o estado de tranquilidade na meditação diária, você começará a fazer outras coisas em sua vida neste estado interno de serenidade, mais centrado e presente.
A mente tagarela, que não cessa de falar nem quando estamos dormindo, vai se silenciando e sua vida se torna mais cheia de alegria, com maior clareza, sabedoria e criatividade.
O segredo da meditação está em tornar-se o observador. Observar os pensamentos, e procurar não perder seu centro. Não é preciso esforço para se concentrar nem para contemplar em alguma coisa. Você não está fazendo nada disso, está apenas observando.
Para meditar, você não precisa sentar-se no chão, não precisa se torturar tentando ficar em posição de lótus. Pode preferir sentar-se em uma cadeira, com os pés paralelos no chão, a coluna alinhada.
Mas se for confortável para você, pode se sentar no chão, sobre uma almofada, de pernas cruzadas. Se precisar, pode apoiar as costas em uma parede, mantendo a coluna bem alongada, e sentando sobre os ísquios, os ossos do quadril.
O primeiro passo é parar seu corpo, deixá-lo quieto e silencioso. Com a prática regular, a mente vai se aquietando por ela mesma. Ao meditar, mantenha uma atitude relaxada, sem tensão, sem expectativas.
A meditação é um estado de clareza e não um estado da mente. A mente é confusa e nunca está clara. Os pensamentos criam nuvens ao seu redor e a clareza e o discernimento se perdem.
Meditação não é parar de pensar, pois ser fizer um esforço no sentido de parar, estará reduzindo a meditação a uma ação, e a meditação é a não-ação.
Entenda bem a meditação: não faça nada. Sente-se.

Deixe que os pensamentos se acomodem. Deixe que a mente pare por conta própria.


Apenas fique sentado, relaxado, em um lugar silencioso.


Sinta o vai e vem da respiração. Perceba a inspiração e a expiração.


Observe seus pensamentos como um observador que observa as águas fluindo em um rio.
Para apenas sentar-se, sem fazer nada e permitir que a meditação ocorra, é preciso compreender que existe uma tagarelice constante na mente. Quer você esteja falando ou calado, ela continua a falar internamente. Quando você está acordado ou dormindo, a conversa interna continua. Mesmo quando trabalha, caminha ou dirige, essa tagarelice interna continua.
Aprendemos a silenciar a mente, através da meditação. Aprendemos a meditar, meditando. Sente-se de forma relaxada, fácil, como se fosse um jogo, algo divertido. Não fique sério nem sisudo. Permaneça solto, saboreando o momento e gostando de estar em sua própria e boa companhia.
Algumas pessoas não compreendem a meditação e pensam ser algo muito sério, apenas para as pessoas tristes, sem vida, sem contentamento. Mas ao contrário, uma pessoa meditativa é brincalhona e divertida, pois a vida é alegre para ela.
Mantra ajuda a silenciar a mente
Para lhe ajudar a silenciar a mente, repetir um mantra é muito importante. Você repete, por exemplo, o mantra So Ham. (pronuncia-se Sou Ram), inúmeras vezes e através deste mantra você se livra das palavras, e pode mergulhar no silêncio.
Compreenda que quem medita perde o mantra, várias e várias vezes. Você não consegue repetir o mantra muito tempo, pois logo estará cansado. A mente gosta de novas palavras, novas ideias, novos desejos.
E, se você fica repetindo a mesma coisa, o mesmo mantra, você dorme ou mergulha no silêncio. Porém, lembre-se: se você dormir, não é meditação, pois meditação significa percepção, estado de alerta e serenidade ao mesmo tempo. É como se estivesse dormindo acordado. Você está alerta, acordado e, ao mesmo tempo todo o seu corpo entra em relaxamento.
Meditar com um mantra é um tranquilizante perfeito e traz um bom sono. Mas o objetivo de meditar não é apenas dormir bem, é fazer conexão com seu próprio Ser interior, fonte de toda paz e alegria.
Meditar não é parar o falatório constante da mente à força. Com a prática constante, a mente vai parando por ela mesma e você vai experimentando níveis mais e mais tranquilos.
Ao aprender a silenciar a mente, você terá mais entusiasmo de viver, mais paciência e vai aprender a viver o momento presente.
Lembre-se: O passado já foi e é tolice pensar nele ou ficar perdendo tempo remoendo lembranças. O passado já passou, não existe mais e o futuro ainda não chegou.
Por que então se preocupar a respeito? Quando o momento chegar, você estará lá para vivê-lo, não há motivo para sofrer com ansiedade. Somente o momento presente importa, intenso e cheio de energia.