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domingo, 27 de fevereiro de 2011

É possível superar a infidelidade? Leia dicas

Para especialista, um namoro pode se recuperar de uma infidelidade, se houver atitudes decididas para isso. Foto: Getty Images
Para especialista, um namoro pode se recuperar de uma infidelidade, se houver atitudes decididas para isso

O "affair" de um parceiro com uma terceira pessoa é um dos desafios mais difíceis de superar na vida amorosa. Mas há formas de recuperar a relação, se o casal trabalhar unido para isso. É realmente possível superar a traição? Um casal pode mesmo recuperar o romance, depois que um dos dois, e às vezes ambos, tenha se entregado sentimentalmente a uma terceira pessoa? Pode o amor superar tão árduo desafio?
Depoimentos
Para Allan Pease, especialista em comunicação, linguagem corporal e relações pessoais, um namoro pode se recuperar de uma infidelidade, se houver atitudes decididas para isso e se os parceiros se dedicarem, e claro, desde que o amor e a atração entre os dois continuem vivos.

Segundo Sara, 37 anos, a paixão lhe bateu à porta há alguns anos de forma intensa por um homem. "Minha vida virou de pernas para o ar. Fiz e tolerei coisas que superaram meus próprios limites. Fui além do que me considerava capaz. Após alguns meses de romance, o conflito entre o que restava do meu casamento e o que a nova relação me oferecia superou a mim mesma. Meu marido, finalmente, me abandonou...", disse.
Luis, 52 anos, também foi traído, embora tenha pagado com a mesma moeda. "Traí minha mulher depois que ela teve um caso com um colega de trabalho. Entendo que nossa relação não estivesse bem, que tivesse perdido o brilho de outras épocas e que eu não dava a ela o que ela precisava. Mas mesmo assim me enchi de raiva. Não podia suportar que ela estivesse com outro. Tive casos com várias mulheres por despeito, por vingança", afirmou.
Os dois testemunhos mostram o complexo estado psicológico e emocional, carregado de rancor, incerteza e ansiedade, que costuma caracterizar as infidelidades, e o difícil ponto de partida que representa para recuperar uma relação que já foi feliz, mas que no momento parece perdida e repleta de desconfiança.
Conversar, antes de tudo
Segundo Pease, autor do livro Por que os Homens fazem sexo e as Mulheres fazem amor?, um dos fatores imprescindíveis para iniciar uma segunda vida na relação é a comunicação do casal.

"Quando não se fala do que aconteceu e de por que aconteceu, jamais será possível seguir adiante. Não se deve ter medo de perguntar, embora saibamos que não vamos gostar da resposta. Essas respostas são a única coisa que pode destravar o futuro", explica o especialista.
Segundo Pease, é preciso que o casal fale abertamente sobre o assunto. "Se houve uma traição, deve-se admiti-lo e deixar claro que se quer salvar a relação. Pode ser que as consequências nos assustem, mas, muitas vezes após uma infidelidade, tudo pode começar a se ajeitar". E completou: "uma relação amorosa com alguém alheio ao casal representa um golpe forte o bastante para que os integrantes do casal parem para refletir, examinar a si próprios e melhorar".
Ainda de acordo com Pease - que faz parceria tanto no amor quanto na profissão com Pamela Pease -, já que os dois são especializados justamente em pesquisar a comunicação entre homens e mulheres, "é preciso evitar culpar nosso companheiro(a) pelo que fizemos ou deixamos de fazer, já que essa atitude não ajuda a esclarecer e a solucionar os problemas que levariam à traição".
Também não se pode tomar decisões precipitadas, pois, segundo ele, "é recomendável deixar passar um tempo depois do caso para compartilhar o que aconteceu com nosso parceiro". Isso permitirá uma análise mais lógica e raciocinada da situação, em vez de julgar de modo imediato e precipitado.
Salvando a relação
Pease também enfatiza que se deve aceitar um certo período de distância, já que, de acordo com ele, a relação que se tinha com o parceiro antes da traição desaparece e não volta jamais. "É inevitável certo sofrimento, mas depois do 'luto' surgirá outra relação diferente, que pode até mesmo chegar a ser mais profunda, segura e melhor que a original, se houver sinceridade das duas partes", disse.

Após um caso de traição longamente discutido e bem resolvido, o vínculo que surge entre o casal pode melhorar, não só porque os dois superaram juntos o episódio, mas também porque passam a se conhecer melhor do que antes, assinalou.
O especialista aconselha a fazer uma lista do que é preciso mudar ou priorizar para regular a relação. Para ele, é surpreendente comprovar como as propostas desta lista podem ser simples e diretas e o como é difícil entender por que elas não foram feitas antes da crise.
Dois requisitos fundamentais para superar a traição, segundo Pease, são promover a flexibilidade e "abandonar o próprio ego para se colocar no lugar da outra pessoa, compreender seu sofrimento, estender-lhe a mão e abrir-lhe o coração". E emendou: "quando cada um dos membros do casal trabalha suas respectivas responsabilidades, e quando as duas partes têm um arrependimento sincero, surge uma autocrítica. Evitam-se os sentimentos de culpa e então é possível fazer o que deve ser feito para solucionar o problema e salvar a relação após uma infidelidade".

Sete entre dez pessoas não beijariam no primeiro encontro

Segundo o jornal  Daily Mail , especialistas dizem que esses números estão relacionados ao fato de as mulheres assumirem o controle das relações. Foto: Getty Images
Segundo o jornal Daily Mail, especialistas dizem que esses números estão relacionados ao fato de as mulheres assumirem o controle das relações

Se você acha que é regra o primeiro encontro terminar em beijo na boca, está errado. Uma pesquisa com britânicos concluiu que sete em cada 10 pessoas nunca beijariam nessa situação.
O levantamento contou com dados de 2 mil voluntários, coletados pelo Windows Live Messenger. Segundo o jornal Daily Mail, especialistas dizem que esses números estão relacionados ao fato de as mulheres assumirem o controle das relações e, então, não se sentirem mais pressionadas a trocar o carinho tão depressa.
Silêncios constrangedores, nervosismo e falta de química são os incômodos mais temidos na primeira vez que os pretendentes saem juntos, enquanto mau hálito e odor corporal se mostraram os principais problemas que afastaram o interesse no outro. Um em cada 10 declarou que fez papel de tolo após ingerir bebida alcoólica em excesso, sendo os homens os campeões nesse quesito.
Os britânicos têm, em média, dez primeiros encontros e, para seis em cada dez, a experiência não correu bem. Um em dez divorciados foi a mais de 50 primeiros encontros, em relação a 3% dos solteiros e casados.


Insegurança atrapalha mulheres no trabalho, diz estudo

De acordo com pesquisa, as mulheres ainda se sentem inferiores aos homens no mundo corporativo. Foto: Getty Images
De acordo com pesquisa, as mulheres ainda se sentem inferiores aos homens no mundo corporativo

Apesar das conquistas femininas no trabalho, assuntos como preconceito e competição com os homens sempre vêm à tona. Mulheres e carreira foram tema de uma nova pesquisa realizada com 3 mil mulheres pelo Institute of Leadership and Management, entidade inglesa de consultoria de carreira.
O resultado principal é o de que se existe algo que impeça que se chegue ao topo não é a questão de gênero e sim insegurança por parte de muitas profissionais, na comparação com os homens. Confira os principais dados do levantamento:
1) 75% das entrevistadas em posições mais elevadas acreditam que têm "teto de vidro" (metáfora para espécie de "barreira" do mundo dos negócios), o que as impediria de galgar postos mais altos na carreira, mas apenas 36% acreditam que suas carreiras sofreram prejuízos reais por conta desse "teto";
2) A pesquisa concluiu que as mulheres demonstram níveis mais baixos de ambição e autoconfiança do que os homens, fator que prejudica avanços a postos mais altos;
3) Apenas 30% das entrevistadas com menos de 30 anos admitiram que esperam se tornar diretoras ou gerentes em níveis mais altos. Entre os homens, 45% disseram que têm essa meta;
4) Metade das mulheres em nível de gerência disse ter alto nível de confiança nelas mesmas, já mais de 70% dos homens afirmaram a mesma coisa;
5) 38% dos entrevistados homens acreditam que existe discriminação em relação às mulheres;
6) 47% das pesquisadas afirmaram que gostariam que existissem cotas de vagas para mulheres em níveis de diretoria e de comando;
7) As mulheres mostraram-se mais confiantes em relação a abrir um negócio próprio do que disputar cargos altos nas empresas onde trabalham atualmente;
8) Uma em quatro mulheres com menos de 30 anos pretende abrir um negócio próprio nos próximos 10 anos.

Homem desenvolve pulseira que "alerta" sobre TPM

A ideia é que o bracelete apresente um pequeno termômetro, que responde a variações de temperatura até mudar de cor. Foto: Getty Images
A ideia é que o bracelete apresente um pequeno termômetro, que responde a variações de temperatura até mudar de cor

Sabe aqueles dias em que a sua mulher ou namorada está oscilando de humor? Às vezes, uma simples pergunta, é motivo para cara feia. Ou, em outras situações, se você não pergunta, ela reclama. É, isso pode ser a TPM (tensão tensão pré-menstrual). Uma competição de inventores no Reino Unido aguça a criatividade de alguns competidores. O inventor Karl Dorn, por exemplo, desenvolveu um bracelete para avisar sobre a TPM da mulher ou namorada, segundo informações do Daily Mail.
A pulseira que alerta sobre a TPM, por enquanto, é mais uma idéia do que uma invenção, já que não há um protótipo de trabalho e nenhuma patente. O objetivo é que o bracelete apresente um pequeno termômetro, que responde a variações de temperatura até mudar de cor.
Dorn já conquistou um lugar na final da competição. O vencedor será coroado com um prêmio de 100 mil libras.


Beber álcool com moderação protege contra doenças cardíacas

Beber álcool com moderação pode fazer bem à saúde. Foi o que constatou uma pesquisa da Universidade de Calgary. Foto: Getty Images
Beber álcool com moderação pode fazer bem à saúde. Foi o que constatou uma pesquisa da Universidade de Calgary

Beber álcool com moderação pode fazer bem à saúde. Foi o que constatou uma pesquisa da Universidade de Calgary. O estudo, que fui públicado na última quarta-feira no British Medical Journal, informa que pessoas que bebem um drinque por dia, têm entre 14% e 25% menos chances de desenvolver doenças cardíacas.
A pesquisa enfatizou que não devem haver excessos, o consumo deve ser moderado, os homens devem tomar 30g de álccol e as mulher 15g por dia. Com a ingestão, os níveis do bom colesterol no sangue aumentam, prevenindo assim doenças cardíacas.
Apesar dos beneficios fica uma alerta, beber demais não oferece nenhuma proteção e pode causar hipertensão arterial. De acordo com um dos pesquisadores, o benefício do consumo de álcool deveria aparecer em campanhas de saúde publica. "Precisamos ponderar a mensagem passada ao paciente", disse Gahali em entrevista ao site inglês Daily Mail.
O levantamento divulgado foi baseado em outros 84 estudos que relaciovam o consumo de álcool com doenças cardíacas, pessoas que bebiam de maneira moderada apresentaram menor incidência de derrames e mortes decorrentes da doença.
O estudo também analizou o tipo de bebida consumida, foi constatado que o beneficio esá no álcool e não no tipo de bebida alcoólica ingerida.

Estudo sugere que genética influencie na percepção musical

Quantidade de música que se escuta tem explicação biológica.
Pesquisa é pioneira e gera ferramentas para descobertas no futuro.

A Universidade de Helsinque, na Finlândia, e a Academia Sibelius, na mesma cidade, conduziram um estudo examinando a base biológica do ato de se escutar música. A pesquisa contou com 437 participantes de 31 famílias diferentes, com idades entre oito e 93 anos, com diversas formações na área – desde músicos profissionais até pessoas sem nenhuma educação musical. A publicação foi feita pelo “Journal of Human Genetics”.
Para examinar melhor os hábitos, as audições ativa e passiva de música foram definidas separadamente e mapeadas segundo um questionário. Audição ativa foi definida como escutar música atentamente, o que inclui ir a shows e concertos. A passiva foi definida como música se escuta como um pano de fundo.
A média semanal de audição ativa foi de 4 horas e 36 minutos, enquanto a da passiva foi de 7 horas e 18 minutos. Os participantes foram testados em sua aptidão musical em três testes diferentes e cederam amostras de sangue para um exame de DNA.
O estudo é um dos primeiros a analisar as variações no gene do receptor de vasopressina 1ª (AVPR1A), levando a música em consideração. Esse gene está ligado à comunicação social e ao comportamento em grupo nos seres humanos e também em outras espécies.
Por fim, os resultados obtidos sugerem que existe contribuição biológica para a percepção do som, providenciam evidência molecular do papel do som ou da música na comunicação social e geram ferramentas para futuros estudos envolvendo genética e música.


Coração de camundongo recém-nascido se regenera

Regeneração dos corações nunca havia sido observada em mamíferos

Cientistas americanos descobriram que os corações de camundongos recém-nascidos podem se regenerar, em um processo nunca visto entre mamíferos e divulgado por meio de um estudo nesta sexta-feira (25) pela revista científica Science.
Os pesquisadores do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas, autores da pesquisa, removeram o que é conhecido como o ápice ventricular esquerdo do coração (cerca de 15% do músculo cardíaco) dos camundongos, apenas um dia depois de eles terem nascido.
Foi observado que o coração se recompôs completamente após 21 dias. Dois meses depois, o órgão parecia estar funcionando normalmente.
Muitos peixes e anfíbios são conhecidos por sua capacidade de reconstruir o tecido de seus corações, mas, segundo o estudo, isso nunca tinha sido observado em mamíferos.
Para especialistas britânicos, o entendimento desse processo nos camundongos pode ajudar em tratamentos cardíacos para humanos.
Período curto
No entanto, quando o mesmo experimento foi realizado em roedores com uma semana de vida, o coração foi incapaz de se refazer sozinho, indicando que é curto o período em que os animais preservam a habilidade de autorregeneração.
Acredita-se que as células cardíacas continuam a se replicar e se recompor durante um breve intervalo após o nascimento do camundongo, como explica o o professor Eric Olson, um dos autores do estudo..
- Nossos resultados mostram que as células do novo músculo cardíaco, que recuperam a área amputada do coração, vêm da proliferação e migração de células cardíacas pré-existentes. Não temos evidência de que tenham vindo de uma população de células-tronco.
Segundo Olson, há motivos para acreditar que o coração humano tenha a mesma capacidade.
- Tudo o que sabemos sobre o desenvolvimento e as funções iniciais do coração do camundongo são comparáveis ao coração humano. Portanto, estamos confiantes que esse processo pode se repetir em humanos, ainda que isso ainda precise ser mostrado.
Ataques cardíacos
Os cientistas americanos agora buscam formas de ativar essa capacidade regenerativa em corações de camundongos adultos, com a ambição de fazer o mesmo em humanos e corrigir danos causados durante ataques cardíacos.
- Identificamos um micro-RNA [pequeno pedaço de material genético] que regula esse processo e vamos tentar usá-lo como forma de incrementar a capacidade de regeneração cardíaca. Também estamos buscando novas drogas que possam reavivar esse mecanismo na vida adulta.
O pesquisador diz, no entanto, que novas pesquisas esbarram em desafios, como evitar que a alteração das células cardíacas humanas provoque arritmias, por exemplo. Além disso, o funcionamento do coração humano é mais complexo do que o de outros animais.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Bebida alcoólica desregula o sono das mulheres

O consumo da bebida faz com que ela acorde mais vezes durante a noite

Sono leve: ao consumir bebida alcoólica à noite, a mulher tem dificuldades em entrar no sono profundo e acaba acordando mais vezes durante a noite
Sono leve: ao consumir bebida alcoólica à noite, a mulher tem dificuldades em entrar no sono profundo e acaba acordando mais vezes durante a noite 

As mulheres são mais propensas a terem uma noite de sono conturbado depois de ingerir bebida alcoólica, quando comparadas a homens. Isso significa que beber uma taça de vinho para relaxar e pegar no sono pode ser uma péssima ideia. De acordo com o estudo realizado pela Universidade de Michigan e publicado no periódico Alcoholism: Clinical & Experimental Research, mulheres que consomem bebida alcoólica antes de dormir acordam mais vezes durante a noite e perdem cerca de 20 minutos de sono.
Esse tempo até não parece uma grande perda, não fosse um outro estudo britânico recente. Neste, as conclusões apontam no sentido de que a mulher precisa de 20 minutos a mais de sono por noite do que o homem.
Interação - Quando se espalha pela corrente sanguínea, o álcool envia sinais de alerta para o cérebro, avisando que é hora de acordar. Assim, o sono acaba tendo ciclos desregulados e a pessoa tem dificuldade para permanecer na fase REM, considerada a fase do sono profundo. Os pesquisadores suspeitam ainda que a maior sensibilidade feminina à substância deve-se à interação do álcool com os hormônios e a sua ação no metabolismo.
Para chegar aos resultados, os cientistas analisaram dados de 93 voluntários saudáveis - 59 eram mulheres e 34, homens. Todos tinham aproximadamente 20 anos e apenas 29 deles tinham histórico de alcoolismo na família. Entre 20h30 e 22h todos consumiram diversas bebidas, entre não-alcoólicas e alcoólicas. Em seguida, tiveram o sono monitorado das 23h às 7h e responderam questionários sobre a qualidade do sono e as condições em que acordaram. Entre as queixas mais frequentes relatadas pelas mulheres, estavam cansaço pela manhã, baixa qualidade de sono e visão embaçada após o despertar.

No Brasil, a venda de medicamentos para disfunção erétil cresce no carnaval

Enquanto americanos têm a pressão de impressionar as namoradas, brasileiros têm que provar a masculinidade em casos esporádicos no carnaval
Enquanto americanos têm a pressão de impressionar as namoradas, brasileiros têm que provar a masculinidade em casos esporádicos no Carnaval 

Além de chocolates e flores, a venda de outro item cresce às vésperas do Valentine’s Day, o dia dos namorados americano, celebrado nesta segunda-feira: o Viagra. Em 2010, na semana anterior à data, o número de prescrições para a droga de combate à disfunção erétil alcançou a impressionante marca de 199.450 – totalizando 1,34 milhão de pílulas nos Estados Unidos. Isso representa uma alta de 26%, comparando-se o período com a semana de menor consumo do ano, a de 26 de novembro, quando acontece o Thanksgiving (Dia de Ação de Graças). Os dados são da consultoria especializada em mercado farmacêutico Wolters Kluwer Pharma Solution.
Fevereiro também foi mês de festa para o segmento farmacêutico no Brasil, mas por outra razão: o carnaval. Estatísticas divulgadas pela Bayer, fabrincante do Levitra, rival do Viagra, indicam que o consumo do item por aqui é mais alimentado pela farra do que pelo romance. Às vésperas do 12 de junho, dia dos namorados no Brasil, a venda de medicamentos de combate à disfunção erétil permaneceu estável em 2010. Às portas do carnaval, foi registrada evolução de 10%.
Características culturais poderiam explicar as diferenças de comportamento. “Os americanos mantêm uma cultura mais rígida, baseada em regras. É bastante plausível que eles também se sintam mais pressionados por essas regras no que diz respeito à vida sexual, acreditando que dia dos namorados é dia de fazer sexo”, teoriza Maria Cláudia Lordello, psicóloga e sexóloga da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Com os brasileiros, a história é diferente. No país, há mais liberdade e menos regulamentos sexuais”, completa.
A liberalidade típica do carnaval, contudo, não isenta o brasileiro de cobranças, defende a psicóloga. Por aqui, os homens se sentiriam desafiados a desempenhar um bom papel diante das mulheres. “Como o carnaval é visto como uma data de sexualidade mais explícita, existe a obrigação de o rapaz, por exemplo, arrumar uma parceira durante a festa e cumprir sua ‘função de forma adequada'", diz Maria Cláudia. "Os medicamentos de combate à disfunção erétil funcionam como garantia de que ele não vai decepcionar.”
A especialista lembra que medicamentos como Viagra, Levitra e Cialis não são afrodisíacos. Ou seja, não induzem a excitação masculina. Eles apenas aumentam o fluxo de sangue no pênis. O estímulo tradicional continua sendo necessário. “A ideia equivocada de que esses medicamentos são infalíveis pode gerar uma grande frustração no homem. É comprovado cientificamente que, se ele não estiver interessado na relação sexual, nenhum remédio fará milagre”, diz a sexóloga.


Aquecimento global pode elevar doenças transmitidas pela água

As mudanças climáticas podem aumentar a exposição das pessoas a doenças transmitidas pela água procedente de oceanos, lagos e ecossistemas costeiros, e o impacto já poderá ser sentido em algunos anos, alertaram cientistas americanos reunidos em Washington na AAAS (Associação Americana para o Avanço da Ciência).
Vários estudos demonstraram que as mudanças no clima provocadas pelo aquecimento global tornam os ambientes marinhos e de água doce mais suscetíveis à proliferação de algas tóxicas, e permitem que micróbios e bactérias nocivas à saúde se multipliquem, informaram cientistas da Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica).
Em uma pesquisa, pesquisadores da Noaa fizeram modelos de oceanos e do clima para prever o efeito nas florações de Alexandrium catenella, que produz a tóxica "maré vermelha" e pode se acumular em mariscos e causar sintomas como paralisia e inclusive ser mortal para os humanos que comerem os moluscos contaminados.
"Nossas projeções indicam que no fim do século 21, as florações podem começar até dois meses antes no ano e persistir um mês depois, em comparação com o período atual, de julho a outubro", disse Stephanie Moore, um dos cientistas que trabalhou no estudo.
No entanto, o impacto poderá ser sentido muito antes do final do século, já em 2040, informou a especialista.
"As mudanças na temporada de floração das algas nocivas parecem iminentes. Esperamos um aumento significativo em Puget Sound (na costa do estado americano de Washington, onde foi feito o estudo) e ambientes similares em situação de risco dentro de 30 anos, possivelmente na próxima década", disse Moore.
Em outro estudo, cientistas da Universidade da Geórgia descobriram que a areia do deserto, que contém ferro, ao se depositar nos oceanos, estimula o crescimento de Vibrios, grupo de bactérias que podem causar gastrointerites e doenças infecciosas em humanos.
A quantidade de areia com ferro depositada no mar aumentou nos últimos 30 anos e espera-se que continue aumentando, segundo registros de chuvas na África ocidental.

Estresse pode aumentar a propensão a contrair resfriados

A suscetibilidade ao resfriado pode ser vinculada ao estresse, e um estudo recente sugere que os resfriados ligados ao estresse profissional também podem estar relacionados ao gênero
A suscetibilidade ao resfriado pode ser vinculada ao estresse, e um estudo recente sugere que os resfriados ligados ao estresse profissional também podem estar relacionados ao gênero

A suscetibilidade ao resfriado pode ser vinculada ao estresse, e um estudo recente sugere que os resfriados ligados ao estresse profissional também podem estar relacionados ao gênero.
Ao longo dos anos, muitos estudos buscaram quantificar a relação entre diferentes tipos de estresse, de grandes acontecimentos a estresses psicológicos menores, e a probabilidade de se contrair um vírus no sistema respiratório superior. Não se conhece nenhum mecanismo para esses efeitos observados.
Um estudo amplamente divulgado, publicado em "The New England Journal of Medicine" em 1991, expôs 394 adultos saudáveis a vírus respiratórios ou gotas de solução salina - depois de fazê-los responder um questionário sobre níveis de estresse psicológico. Descobriu-se que os índices de infecção eram altamente relacionados aos níveis relatados de estresse, mesmo depois do controle por outros fatores.
No estudo sobre estresse no trabalho, publicado no mês passado na revista "Occupational Medicine", 1.241 trabalhadores tiveram seu nível de estresse avaliado -e mediante fatores como exigências da função, controle de emprego e apoio social. Em seguida eles foram acompanhados, para ver se desenvolveriam resfriados.
Os homens que entraram no estudo com estresse eram significativamente mais propensos a contrair um resfriado; para as mulheres, porém, não houve uma associação relevante.

ESQUIZOFRENIA: Pouco conhecida, a doença já atinge 1% da população mundial

Recentemente lançado nos cinemas do mundo todo, o filme Cisne Negro aborda um problema ainda nebuloso: a esquizofrenia, doença que atinge 1% da população mundial. O filme conta a história de Nina, uma bailarina de 28 anos, que luta para ser destaque em uma companhia de balé. A pressão profissional e o estresse fazem a jovem bailarina desencadear surtos de esquizofrenia. Nina vê feridas e sangramentos pelo corpo, que desaparecem num piscar de olhos. O psicólogo da Universidade de Brasília, Ileno Izídio, explica que a doença aparece geralmente entre os 18 e 20 anos de idade e os sintomas iniciais podem surgir ainda na infância. De acordo com o psicólogo, alguns estudos apontam que a esquizofrenia poder ser hereditária, mas fatores ambientais, como pressão, ansiedade e estresse, também podem desenvolver a doença. Ileno Izídio explica que a família precisa ficar atenta aos primeiros indícios da doença e procurar apoiar o paciente com esquizofrenia.
"A primeira coisa que tem que ver, os familiares, é que isso não é fingimento, que isso possivelmente é uma doença, a pessoa não tem controle sobre isso e que precisa de ajuda profissional. A família também sofre e não sabe o que fazer. Tradicionalmente o que se faz? Procura um psiquiatra, um hospital e interna-se. Hoje a gente sabe que a mera internação e mera medicação não resolve. E às vezes a gente evita internar e medicar excessivamente para poder trabalhar mais esses lados psicológicos, relacionados à família pra ver se diminui e a gente faz com que a pessoa retorne, digamos assim, pro funcionamento anterior."
O psicólogo explica que a doença não tem cura, mas com os medicamentos corretos, qualquer pessoa com esquizofrenia pode viver bem.
"A pessoa pode normalmente, com o devido tratamento, que seja medicamentoso, psicológico ou familiar ou relacional, ter uma vida normal. Na realidade, o que a gente tem que fazer é tentar resgatar o mais rápido possível ou mais cedo possível as capacidades que a pessoa tem de continuar a vida normal. Várias pessoas têm diagnóstico de esquizofrenia, que tomam a sua medicação, que fazem a sua terapia e trabalham e têm a sua vida funcional."
Para Ileno Izídio, o preconceito é ainda um dos principais obstáculos para uma pessoa com esquizofrenia. De acordo com ele, o preconceito impede até mesmo os pacientes de buscarem ajuda. No entanto, o psicólogo afirma que ao surgir os primeiros sintomas, a pessoa deve iniciar o tratamento.

MACONHA: Estudo revela prejuízos a funções do cérebro

Um estudo recente da Unifesp, Universidade Federal de São Paulo, revelou que o sua frequente de maconha, mesmo em pouca quantidade, pode prejudicar a memória. A neuropiscóloga e coordenadora da pesquisa, Maria Alice Fontes, explica que foram avaliados 173 usuários crônicos de maconha e comparados com um grupo de 55 não usuários. Dos consumidores da droga, 49 tinham iniciado precocemente. A neuropsicóloga afirma que quando o uso é crônico e se inicia antes dos 15 anos de idade, o risco de danos é ainda maior.
"O cérebro tem um amadurecimento que ele só finaliza no final da adolescência e aí qualquer substância que você utilize numa fase muito precoce, quando o cérebro ainda está numa fase de desenvolvimento, é mais nocivo a longo prazo."
Maria Alice Fontes destaca que os participantes do estudo também foram avaliados após um período de abstinência. A conclusão foi que os danos produzidos pela maconha são cumulativos e permanentes. Segundo a neuropsicóloga, esse prejuízo sobre o controle do cérebro faz com que os usuários acabem sofrendo recaídas ao tentar abandonar o hábito.


Médicos devem alertar pais - xaropes contra tosse são perigosos para crianças menores de dois anos

Apesar de haverem avisos contra a prática, médicos podem recomendar que pais dêem xaropes contra tosse para seus filhos menores de dois anos, mas estudos mostram que esses medicamentos podem envenenar a criança, causando até mesmo a morte do bebê.
Uma pesquisa anual feita por um hospital americano (o C.C. Mott Children’s Hospital) mostra que seis pais de cada 10 deram xarope a um filho de até dois anos de idade nos últimos 12 meses. O objetivo da pesquisa era ver como médicos estavam recomendando que pais evitassem os xaropes e como essa informação era recebida. 
Mais da metade dos pais participantes disseram que o médico havia permitido o uso do medicamento, sendo que 50% dos profissionais afirmaram que o xarope ajudaria na melhora dos sintomas. Os pais disseram que os principais motivos que os levou ao uso do xarope foram querer que a criança ficasse mais confortável durante o dia e dormisse melhor durante a noite. 56% dos pais disseram que a recomendação médica também foi um motivo forte.
Os pesquisadores afirmam que é muito importante que os médicos se conscientizem e passem a recomendar aos pais que não administrem xarope contra tosse em crianças menores de dois anos. “Médicos têm um papel importante na educação de pais sobre a segurança e uso de remédios para tosse e resfriados, e é importante que a mensagem seja clara e consistente”, diz Matthew Davis, parte da equipe de cientistas responsável pelo estudo.

Frutas podem não oferecer prevenção a alergias

Comer frutas e vegetais pode não ajudar na prevenção de alergias, é o que aponta um estudo sueco. Segundo a Dra. Helen Rosenlund, do Karolinska Institutet, em Estocolmo, apesar das frutas e vegetais serem ricos em antioxidantes, substância que auxilia na diminuição de inflamações nas vias aéreas, algumas proteínas de frutas, como as encontradas nas maçãs e peras, assemelham-se substâncias presentes no pólen o que podem acarretar em reações alérgicas.
Analisando o histórico médico de 2500 crianças de oito anos de idade desde o seu nascimento, e com base em exames de sangue e aplicação de questionários preenchidos pelos pais, os pesquisadores descobriram que 7% das delas tinham asma. As taxas de febre do feno e erupções na pele eram mais do que o dobro.
As crianças consumiam entre uma e três porções de frutas por dia, e, em um primeiro momento, isso pareceu ajudar no combate às alergias. Contudo, descobriu-se que metade das crianças com febre do feno era sensível ao pólen de vidoeiro, um dos tipos de pólen que se assemelha às proteínas encontradas em maçãs e cenouras.