sábado, 30 de outubro de 2010

Perfume aumenta a autoconfiança, diz estudo

A própria palavra “perfume” é carregada de tons femininos quando ouvida por homens. Eles normalmente usam “desodorante” e eventualmente uma “loção pós barba”. Agora as indústrias de cosméticos podem entender melhor como os homens reagem à atitude de usar fragrâncias para se perfumar. Parte da motivação, dizem pesquisadores ingleses, vem do fato que uma autoimagem confiante é o que atrai os parceiros. E talvez, o sucesso de algumas marcas de desodorantes no mercado venham do fato desses produtos mascarem alguns odores e salientar outros. Craig Roberts, da Universidade de Liverpool, e outros pesquisadores – trabalhando com uma equipe de uma fábrica produtos para higiene pessoal – investigaram o problema e publicaram os resultados no Journal of Cosmetic Science.
Os pesquisadores sabiam, através de outros estudos na área, que determinadas essências podiam melhorar o humor de quem as usava. O que eles descobriram, entretanto, foi que quando um homem muda (ou tem a impressão de controlar) seu odor natural isso pode alterar sua autoconfiança e o efeito pode atingir as mulheres – essa foi a composição de público estudado pela pesquisa –, mudando as percepções do quão atrativo elas o classificam.
No experimento, dois grupos de homens receberam um spray aerosol contendo uma mistura diferente: metade do grupo recebeu uma formulação comercial de uma fragrância com agentes antimicrobianos; a outra metade recebeu uma lata idêntica mas sem determinados ingredientes ativos.
Durante vários dias, Roberts e seu time conduziram uma bateria de testes psicológicos em ambos os grupos. Os resultados mostraram que aqueles que tinham usado a fragrância comercial completa, que mascarava o odor do suor por mais tempo e deixava o perfume em primeiro plano, mostraram um aumento da autoconfiança. E, incrivelmente, o efeito se extendia sobre mulheres que podiam observá-los, mas não cheirá-los. As mulheres classificavam esses homens como mais atraentes. Entretanto, quando deparadas com fotos, essas participantes não conseguiram identificar essas mesmas características de atratividade, o que sugeria que algo no modo como eles se portavam e se movimentavam é que fazia a diferença.
A experiência de Roberts mostra que o produto usado pode não ter nada a ver com a atração sentida pelas mulheres, mas tudo a ver com o efeito psicológico sentido pelos próprios homens ao usar um perfume (ou desodorante).

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