Mulheres são melhores que os homens ao descrever seus sentimentos, enquanto os cônjuges do sexo masculino possuem grande tendência de projetar seus próprios sentimentos nas parceiras.
Um estudo conduzido com quase uma centena de casais, efetivamente casados ou não, com idade entre 18 e 46 anos procurou saber o quanto os casais eram sensíveis sobre seu relacionamento, procurando abranger três áreas: expectativas quanto ao parceiro, se as respostas emocionais dos parceiros correspondiam a essas expectativas e finalmente se suas respostas correspondiam ao que o parceiro desejava.
O estudo coletou dados de duas maneiras: primeiro um questionário que avaliava as relações de um cônjuge com seus parceiros e em um segundo momento, um jogo de adivinhação sobre como seriam as respostas de seus parceiros sobre as mesmas questões apresentadas pelos pesquisadores.
Em termos gerais, os resultados mostraram um alto grau de consenso entre os casais quando os temas giravam em torno de como evitar conflitos, percepções de sentimentos imediatos e cuidados de um com o outro. Entre os efetivamente casados os acertos foram maiores indicando, de certa forma, que esses sabiam mais sobre eles mesmos do que pensavam.
Disparidades
Algumas questões, entretanto, tiveram baixíssimo nível de concordância em alguns assuntos específicos. Um exemplo foi o fato de que os parceiros homens achavam que as parceiras eram muito mais apreensivas sobre o medo de serem abandonadas. Os resultados mostraram que elas, na verdade, se sentiam muito mais seguras do que os homens pensavam.
Já as mulheres viam seus parceiros como muito mais autônomos e que não teriam medo do abandono, ao contrário do que mostraram os dados coletados entre os homens. Outro erro muito comum dos homens foi indicar que as mulheres tinham menos interesse em sexo do que elas realmente afirmavam ter.
“Ambos os sexos tiveram uma tendência a se guiar pelos estereótipos do sexo, especialmente quanto o assunto era emoções, independência, medo do abandono ou questões sexuais. Nessas áreas os parceiros não tinham nenhuma ideia do que o outro pensava”, dizem os pesquisadores. Entretanto, de uma forma geral as mulheres se sairam bem melhor que os homens, com um índice de acerto bastante alto.
“A ideia do estudo é mostrar a importância da comunicação entre os casais, especialmente nos tópicos envolvendo emoções, como forma de diminuir conflitos e melhorar a qualidade de vida dessas pessoas”, finaliza Dana Atzil, uma das autoras.
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