Adolescentes obesas correm maior risco de desenvolver esclerose múltipla – doença marcada pela destruição dos neurônios, causando déficit neurológico – na idade adulta, segundo estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Em pesquisa com mais de 238 mil mulheres acompanhadas por 40 anos, os pesquisadores notaram uma relação do índice de massa corporal (IMC) das participantes aos 18 anos e da forma que elas descreviam sua silhueta na adolescência com sua propensão a desenvolver esclerose múltipla na idade adulta.
As análises indicaram que aquelas que apresentavam IMC de 30 ou mais (consideradas obesas) aos 18 anos tinham mais do dobro do risco de ter a doença mais tarde do que aquelas com IMC entre 18,5 e 20,9 (peso considerado normal). E os resultados permaneceram os mesmos quando os pesquisadores consideraram fatores que poderiam afetar os riscos, como tabagismo, idade e etnia.
“Nossos resultados sugerem que o peso durante a adolescência – e não na infância ou na idade adulta – é fundamental na determinação do risco de esclerose múltipla”, disse a pesquisadora Kassandra Munger. “Ensinar e praticar a prevenção à obesidade desde o início, mas especialmente durante a adolescência, pode ser um passo importante na redução do risco de esclerose múltipla mais tarde para as mulheres”, concluiu a especialista.
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