quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Falta de proteína celular pode causar morte precoce em casos de câncer de mama e ovário

Quimioterapia mata composto celular capaz de reparar danos no DNA

A falta em grande proporção de uma proteína reparadora de células em mulheres que tratam o câncer de mama ou de ovário pode explicar casos de morte precoce entre elas, segundo uma pesquisa da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

Os pesquisadores descobriram que a perda da proteína humana MCPH1 em células cancerígenas está relacionada ao grande número de mulheres que se submetem à quimioterapia para matar as células cancerosas.
A proteína ajuda as células a reparar os danos do DNA e influencia na função de dois genes associados ao maior risco de desenvolver câncer de mama ou ovário.

Os cientistas descobriram que entre 319 doentes de câncer de mama e 47 pacientes com câncer de ovário, que se submeteram à cirurgia e quimioterapia, 29% das que tinham com câncer de mama e 19% das pacientes com câncer de ovário tinham taxas menores de MCPH1, principalmente aquelas com rápido desenvolvimento do câncer de ovário e resistentes à quimioterapia.


Para Sandra Bell, do Instituto de Medicina Molecular e autora do estudo, a descoberta indica um avanço.


- A identificação dessas moléculas deve permitir o desenvolvimento de novas drogas quimioterápicas adaptadas para as mulheres com câncer de mama e de ovário, que estão morrendo mais cedo do que esperado, pois são resistentes às quimioterapias atuais.


Nenhum comentário: