sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Especialista diz que limite de embriões implantados durante inseminação artificial é alto no Brasil

Mulheres acima dos 40 anos podem receber até quatro embriões

O limite de até quatro embriões que podem ser colocados no útero de uma mulher que vai passar por inseminação artificial, estabelecido pelas novas regras do CFM (Conselho Federal de Medicina), é considerado alto pelo presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, Adelino Amaral.
– As técnicas progrediram. Não há mais necessidade de um número tão grande de implantes.
A nova regra define que mulheres de até 35 anos podem implantar até dois embriões, enquanto as de 36 a 39 anos podem receber até três. Se a paciente estiver acima dos 40 anos, o limite é quatro.
A prática faz com que o Brasil tenha um dos índices mais altos de gravidez múltipla: cerca de 30% das mulheres submetidas à terapia têm mais de dois filhos. Amaral diz que o recomendável seria no máximo 20% de gravidez de gêmeos e 1% de trigêmeos.
O novo texto também proíbe a redução embrionária, técnica em que o médico, após implantar vários embriões, retira parte deles, para reduzir riscos para a mãe. O relator da resolução, o médico José Hiran Gallo, diz que "isso nada mais é que um aborto".

Segundo o texto, médicos não cometem infração ética quando fazem a reprodução assistida após a morte do paciente. Gallo diz que "é preciso apenas que o casal, ao fazer o congelamento do espermatozoide, do óvulo ou do embrião, deixe claro qual o destino que querem dar ao material no caso de morte ou de separação".
A resolução mantém a proibição da barriga de aluguel e da venda de espermatozoides.

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