sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Alimentação das futuras mamães pode influenciar no desenvolvimento da obesidade nos filhos

Mães que consomem a chamada junk-food – alimentos altamente calóricos e ricos em gordura, com baixo ou nenhum teor nutricional – podem contribuir para que seus filhos tenham hábitos alimentares impulsivos e desenvolvam a obesidade no futuro, diz um estudo publicado no periódico British Journal of Nutrition.
Alimentação das futuras mamães pode influenciar no desenvolvimento da obesidade nos filhos 
Os resultados da pesquisa – conduzida pela fundação Wellcome Trust – sugerem que gestantes e lactantes devem evitar esse tipo de alimento, e não cair na tentação de usar a desculpa de se estar “comendo por dois”. Essas conclusões estão no artigo publicado no periódico British Journal of Nutrition e que foi realizado com a ajuda de pesquisadores da Universidade Real de Veterinária em Londres, onde foram conduzidos experimentos utilizando modelos animais (e apesar da metodologia, os pesquisadores afirmam que os resultados têm implicações para os humanos também).
“Nosso estudo mostrou que comer grandes quantidades de comidas pouco saudáveis – vulgo junk-foods – quando se está grávida ou na fase de aleitamento materno pode modificar o modo como o organismo controla o apetite e a saciedade e contribuir para que as crianças desenvolvam a necessidade de consumir alimentos similares, ou seja, rico em açúcares, gorduras e sal”, diz Stephanie Bayol, uma das pesquisadoras. “Isso pode colocar as crianças em uma rota para a obesidade e dificultar a educação alimentar correta.”
O controle do apetite é algo complexo e envolve diversos hormônios da fome e da saciedade – que sinalizam para o cérebro sobre variações no equilíbrio energético do organismo. Mas a fome não envolve somente os hormônios, mas também experiências sensoriais associadas ao prazer e que podem influenciar na saciedade.
“A exposição das crianças à junk-food durante o desenvolvimento fetal e nos primeiros meses de vida poderia explicar por que alguns indivíduos têm maior dificuldade de controlar seu consumo alimentar mesmo quando têm acesso a comidas saudáveis na idade adulta”, sugere Bayol.
Neils Stickland, que liderou os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento de modelos animais, acredita que as mães precisam estar atentas a esses fatores e ficar mais vigilantes à qualidade de suas dietas alimentares.
“Há um esforço conjunto da sociedade para encorajar os hábitos saudáveis, mas nossa pesquisa indica que esses hábitos precisam começar antes, no útero, e isso é responsabilidade das mães”, diz Stickland. “As futuras mamães precisam estar atentas ao fato de que o que elas comem influencia na saúde dos seus filhos em longo prazo”, finaliza.



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