sábado, 13 de novembro de 2010

Quase 40% dos russos bebem em excesso

Um em cada três russos morre por abuso da bebida ou por causas derivadas

Cerca de 40% da população da Rússia, perto de 57 milhões de pessoas, consome uma taxa de álcool superior a que a OMS (Organização Mundial da Saúde) considera tolerável, informou nesta sexta-feira (12) o Ministério da Saúde russo.
Segundo Yevgueni Briun, porta-voz da pasta, o abuso do álcool dá origem a problemas econômicos, sociais e familiares. De acordo com a ONU, um em cada três russos morre por abuso da bebida ou por causas derivadas de seu consumo. O álcool está presente em 80% dos assassinatos e 40% dos suicídios do país.
- Entre 30% e 40% de nossa população bebe em excesso.
Desse total, apenas 2% - ou 2,7 milhões de russos - se submetem a tratamento de reabilitação. O consumo médio de álcool entre os russos chega a quase 18 litros ao ano, o dobro da quantidade máxima tolerada pela OMS.
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, reconheceu em várias ocasiões que as restrições dos últimos anos na produção, venda e publicidade de bebidas alcoólicas quase não mudaram o panorama. O endurecimento de multas para quem dirige embriagado nas estradas também não contribuir para controlar o problema. Para o chefe russo, o importante não é promulgar uma "lei seca", mas, sim, adotar medidas a longo prazo que acabem com os maus costumes da população, que bebe mais de dois bilhões de litros de álcool por ano. 
Medvedev não foi o primeiro presidente russo a introduzir medidas drásticas para atenuar um dos principais problemas da Rússia, onde a vodca é a bebida nacional. Em agosto de 1914, o czar Nicolau II impôs a primeira "lei seca" da história da Rússia com o objetivo de dedicar a produção de álcool à cura dos feridos na Primeira Guerra Mundial. O último dirigente da extinta União Soviética, Mikhail Gorbachov, lançou logo após assumir o poder, em 1985, uma campanha nacional contra o álcool, mas teve uma péssima recepção entre a população.

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