quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Quanto mais opções temos, maior a chance de escolhermos errado", diz psicóloga

Escolher foi sempre uma questão, para a psicóloga e economista Sheena Iyengar.
Filha de imigrantes indianos nascida no Canadá, ela cresceu nos Estados Unidos.
Fora de casa, aprendia que tomar decisões era bom; dentro, essa atitude era considerada "rebeldia".
Hoje, aos 41, a professora de economia da Universidade de Columbia diz que sua adolescência foi puro conflito. "Era difícil entender por que eu tinha de usar jeans na escola e sári em casa."
Aos 13, Iyengar perdeu a visão devido a uma doença degenerativa. Algumas de suas escolhas passaram a depender de descrições dos outros -tipo na hora de pintar as unhas com "rosa "glamour" ou rosa "mulher estonteante'".
Não à toa, já no primeiro ano da Universidade de Stanford ela mergulhou no tema que a tornaria conhecida mundialmente: escolha.
Seu "The Art of Choosing" está entre os melhores livros de negócios do ano (embora transcenda o gênero) e a levou para palestras por mais de 30 países.
"Vivemos na era Starbucks, nos dizem que a felicidade está na escolha, mas é mentira. Quem tem muita opção escolhe a pior", diz.
Para ela, não somos ensinados a decidir. "Essa falta de preparo acarreta dores e inseguranças por toda a vida."

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