A maior parte dos estabelecimentos (35.351) está concentrada no Sudeste. Em seguida, aparece o Nordeste (28.234), o Sul (15.954), o Centro-Oeste (8.226) e o Norte (6.305). Do total, 55,3% são de natureza jurídica pública, de maioria municipal (95,6%), sendo apenas 1,8% federal e 2,5% estadual, o que confirma a tendência de municipalização da saúde no país.
A grande maioria dos estabelecimentos, ou 67.901, não oferece internação, o que mostra um aumento de 22,7% em relação a 2005. O setor público detém a maior parte (69,8%) de unidades com esse perfil. O antendimento ambulatorial sem médico acontece em 8.017 estabelecimentos, concentrados principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste.
A pesquisa também mostra o aumento das unidades de atendimento exclusivo de apoio ao diagnóstico ou à terapia, também conhecidos pela sigla SADT (Serviço de Apoio à Diagnose e Terapia). Foram levantados 19.294 unidades, a maioria privadas (90,8%).
Equipamentos
Apesar das desigualdades regionais na oferta de equipamentos (veja tabela abaixo), a AMS 2009 detectou aumento em praticamente todas as regiões entre 2005 e 2009. O maior incremento se refere ao total de aparelhos de ressonância magnética, que aumentou 118,4% no período.
A Região Norte teve um aumento de equipamentos de raio-x de 5,8 por 100 mil habitantes, em 2005, para 6,3, em 2009. Por outro lado, o total de aparelhos foi reduzido no Centro-Oeste e no Sul.
Na Região Norte, onde a oferta de equipamentos é menor, o número de mamógrafos por 100 mil habitantes passou de 0,8 para 1,1. E a oferta de tomógrafos, de 0,48 para 0,87. Para o país, o indicador é de 1,6 tomógrafo por 100 mil habitantes.
Para os aparelhos de ultrassom, o maior aumento anual foi observado na Região Sul, que registrou um crescimento de 7,7% no indicador, apresentando 11 aparelhos de ultrassom por 100 mil habitantes. Para o Brasil, a média foi de 10,1 ultrassons por 100 mil habitantes. Na Região Norte, esse indicador foi de 6,9; na Região Nordeste de 8,5 e na Região Sudeste 11,1 por 100 mil habitantes.
Para os equipamentos de hemodiálise a taxa foi de 9,8 equipamentos por 100 mil habitantes. A Região Nordeste apresentou o maior aumento desse indicador (9,2% ao ano), alcançando 7,6 por 100 mil habitantes. Na Região Sudeste, onde esse indicador é de 12 por 100 mil habitantes, a taxa de crescimento anual de 6%.
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