Nós temos dois tipos de glândulas sudoríparas em nossos corpos. As glândulas écrinas são encontradas principalmente na testa, palma das mãos e sola dos pés e excretam principalmente água e sais. Essas glândulas desempenham um importante papel na regulagem da nossa temperatura interna, controlada pelo hipotálamo. Já o suor excretado pelas glândulas sudoríparas apócrinas contém água, gordura e resíduos de nosso metabolismo corporal. A grande maioria dessas glândulas concentra-se ao redor dos órgãos genitais, mamilos e axilas e são desencadeadas por respostas emocionais. A cromidrose pode ocorrer nesses dois tipos de glândulas.
A quantidade, localização e cor do suor excretado ajudam a diagnosticar o tipo de cromidrose. Normalmente a cromidrose apócrina é encontrada na face, axilas e ao redor do peito.
A quantidade, localização e cor do suor excretado ajudam a diagnosticar o tipo de cromidrose. Normalmente a cromidrose apócrina é encontrada na face, axilas e ao redor do peito.
A cromidrose proveniente das glândulas écrinas aparece na palma das mãos e sola dos pés. Pacientes com cromidrose écrina podem excretar suor de qualquer cor (como veremos mais para a frente) e normalmente em grandes quantidades. Já os casos de cromidrose apócrina envolvem uma quantidade menor de suor produzido, que tende a aparecer ao redor dos mamilos e nas axilas.
A cromidrose apócrina resulta somente em suor amarelo, verde, azul, preto e marrom. Eis a razão: quem está por trás da cromidrose apócrina é a lipofucsina. Trata-se de um pigmento que é um subproduto da oxidação de lipídios (gordura) em alguns tipos de células. A lipofucsina pode ser produzida nas glândulas apócrinas e quando isso ocorre em concentração alta o suficiente, acaba colorindo o suor que é excretado por essas glândulas.
Quando o suor excretado é amarelo, verde ou azul, o diagnóstico de cromidrose apócrina é simples. Os médicos examinam o suor e a roupa manchada sob uma lâmpada de Wood (ultravioleta ou luz negra). A lipofucsina fica fosforescente na luz, revelando sua causa. Por outro lado, realizar o diagnóstico quando o suor é marrom ou preto é um pouco mais complicado porque, embora o suor seja colorido pela lipofucsina, ele já está muito oxidado quando alcança o pigmento e não apresenta fluorescência sob luz negra.
Para diagnosticar a cromidrose écrina (que é mais rara do que a apócrina) um histórico do paciente é o que há de melhor para o médico. Na maioria dos casos, esse tipo de cromidrose é resultado da ingestão de um corante ou pigmento. A enfermeira que comentamos na página anterior foi diagnosticada com cromidrose e foi encontrado em seu suor pó de tomate e pimentão provenientes de uma embalagem de alimento que continha esses ingredientes. Os médicos compararam a comida ao seu suor colorido e descobriram o culpado. Os ingredientes eram solúveis e estavam sendo excretados pelas suas glândulas écrinas.
Quando o suor excretado é amarelo, verde ou azul, o diagnóstico de cromidrose apócrina é simples. Os médicos examinam o suor e a roupa manchada sob uma lâmpada de Wood (ultravioleta ou luz negra). A lipofucsina fica fosforescente na luz, revelando sua causa. Por outro lado, realizar o diagnóstico quando o suor é marrom ou preto é um pouco mais complicado porque, embora o suor seja colorido pela lipofucsina, ele já está muito oxidado quando alcança o pigmento e não apresenta fluorescência sob luz negra.
Para diagnosticar a cromidrose écrina (que é mais rara do que a apócrina) um histórico do paciente é o que há de melhor para o médico. Na maioria dos casos, esse tipo de cromidrose é resultado da ingestão de um corante ou pigmento. A enfermeira que comentamos na página anterior foi diagnosticada com cromidrose e foi encontrado em seu suor pó de tomate e pimentão provenientes de uma embalagem de alimento que continha esses ingredientes. Os médicos compararam a comida ao seu suor colorido e descobriram o culpado. Os ingredientes eram solúveis e estavam sendo excretados pelas suas glândulas écrinas.
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