Os cientistas se baseiam na tese de que a atratividade não é determinada pela forma como a pessoa se parece, mas sim pelo modo como se move e pelo som da sua voz.
"A velha expressão 'a câmera nunca mente' pode ser provada como errada", disse o psicólogo evolucionista Ed Morrison, que capitaneia o trabalho.
"Há uma suposição difundida de que fotografias podem capturar inteiramente a atratividade facial. Mas eu quero mudar essa crença pela prova de que o movimento facial e a variedade vocal também são importantes."
Ele afirma ainda que já há evidências que sugerem que o mesmo rosto não pode ser tão atrativo em um vídeo quanto em uma fotografia.
"A atratividade é importante em áreas como parcerias românticas, mas também o é para amizades não-românticas, e em casos mais surpreendentes como aluguel, votos ou decisões de júri", diz Morrison.
A pesquisa do cientista vai permitir quantificar exatamente quanto a atratividade pode ser mudada, e o quanto não pode ser --de acordo com ele, pessoas podem modificar movimentos faciais e voz quando interagem com alguém que lhes interesse.
O cientista será subsidiado pelo Conselho Econômico de Pesquisa Social britânico para gravar expressões faciais em cenários de encontros relâmpago. A partir daí, ele vai usar um software que produz animações sobre o movimento facial.
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