Difícil encontrar uma pessoa que não recomende boas horas de sono como meio de manter a saúde. Mas um estudo americano questiona essa afirmativa e mostra como as horas de sono se associam com risco cardio-vascular
Responda honestamente a seguinte questão: na sua opinião o que é mais perigoso para vir a sofrer um problema cardiovascular: dormir muito ou pouco?. Se você respondeu dormir pouco, você acertou. Mas se você respondeu dormir muito, meus parabéns porque você acertou também. É isso mesmo. Este é o principal resultado de um estudo americano que investigou a associação entre duração do sono e doença cardiovascular.
Pois bem, neste estudo foram analisados dados de mais de 30 mil participantes, sendo todos tinham mais de 18 anos e 57% eram mulheres. A duração do sono foi categorizada como ≤ 5 horas, 6 horas, 7 horas, 8 horas e ≥ 9 horas. O principal resultado de interesse era a presença de evento cardíaco, tal como infarto do miocárdio, angina e derrame cerebral. O resultado mais importante é que tanto muitas horas, quanto poucas horas de sono, se associaram independentemente com problemas cardíacos, Ou seja, isso independia da influência de fatores tais como a idade, sexo, etnia, tabagismo, consumo de álcool, índice de massa corporal, atividae física, presença de diabetes, hipertensão e depressão
Na comparação com o sono de 7 horas, o padrão de referência adotado pelos pesquisadores, o risco de evento cardíaco era 2.2 vezes maior, para quem dormia até 5 horas por noite, mas também era maior para quem dormia 9 horas ou mais. Neste caso, um aumento do risco de 60%. Mais ainda, associações similares foram observadas quando os desfechos foram separados em infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral, o popular derrame.
Os resultados sugerem que a duração do sono pode ser um importante marcador de complicações cardíacas. E se você é do tipo “boa de cama”, “que dorme feito um anjo por muitas horas”, a mensagem da pesquisa não é das mais animadoras: após 7 horas de sono, acorde.
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