sábado, 30 de outubro de 2010

A felicidade está nos “micromomentos”, sugere estudo

Qual é o efeito terapêutico dos momentos felizes que acumulamos na vida? O senso comum nos diz que eles só podem fazer bem. Há quem se dedique a responder isso cientificamente. A professora de psicologia Barbara Fredrickson, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, tentou medir o valor dos pequenos prazeres. Durante um mês, 86 voluntários relataram diariamente as emoções que sentiram, em vez de responder a questões genéricas, do tipo “Nos últimos meses, quanta alegria você sentiu?”. O resultado foi publicado no em junho na revista científica Emotion, publicada pela Associação Americana de Psicologia.
Quanto mais emoções positivas uma pessoa sentia a cada dia, mais acentuada era sua capacidade de se recuperar de situações difíceis ou estressantes, concluiu Barbara. Pequenos momentos de prazer fazem florescer as emoções positivas. Elas nos tornam mais abertos, diz Bárbara, e essa abertura para o mundo nos ajuda a construir recursos que favorecem a recuperação diante da adversidade, nos mantêm longe da depressão e nos permitem continuar a crescer, conclui.
Segundo o estudo, ninguém precisa adotar uma postura de conformista e negar as decepções que a vida nos reserva. Nem achar que a felicidade seja decorrente apenas dos momentos grandiosos. As emoções positivas que produziram mais benefícios durante a pesquisa não eram derivadas de eventos extraordinários. É preciso valorizar os ‘micromomentos’ que podem produzir uma emoção positiva aqui ou ali, diz Barbara.

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