“Nosso estudo revela a utilidade das mensagens de saúde pública de que mesmo modestas diferenças no estilo de vida podem ter um substancial impacto no risco de câncer colorretal”, escreveu a pesquisadora Anne Tjonneland nesta semana no British Medical Journal, destacando a importância de se seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde e do Fundo Mundial de Pesquisas do Câncer.
Entre as recomendações para a prevenção do câncer de intestino, os especialistas destacam: não fumar; fazer pelo menos 30 minutos diários de atividade física; no caso das mulheres, não beber mais de sete doses de álcool por semana, e não mais de 14, no caso dos homens; para as mulheres, ter uma circunferência da cintura abaixo dos 88 cm, e menos de 102 cm, no caso dos homens; além de ter uma dieta saudável, rica em frutas, verduras, legumes e cereais integrais, e pobre em gorduras.
No estudo, os pesquisadores calcularam que, se todos os participantes seguissem pelo menos uma dessas cinco “dicas” de prevenção a mais, cerca de 13% dos casos de câncer de cólon seria evitado. E se todos seguissem os cinco, o número de pessoas com tumores no intestino poderia reduzir em 23%.
Os outros casos, segundo os autores, poderiam ser associados, em grande parte, a fatores genéticos. Entretanto, mesmo nesses casos, as mudanças no estilo de vida seriam benéficas. “Os resultados reforçam a importância da continuidade de vigorosos esforços para convencer as pessoas a seguir as recomendações de estilo de vida”, concluíram os especialistas.
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