
Queimadas: 14 estados entram em emergência
Agosto registrou 263 mil focos de calor no Brasil, contra 38,6 mil em igual período do ano passado. Sete vezes maisO Ministério do Meio Ambiente incluiu o Distrito Federal em um decreto de estado de emergência ambiental que abrange 14 Estados, por causa do grande número de focos de queimadas. Estão na lista Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, Pará, Piauí, Tocantins, Bahia, Goiás e Minas Gerais.
Com o decreto, os Estados podem contratar brigadistas para combater o fogo sem a necessidade de licitação, por exemplo. A portaria com a lista incluindo o DF foi publicada na segunda-feira (6) no "Diário Oficial da União", mas os outros Estados já estavam em situação de emergência desde o dia 26 de maio passado.
Levantamento do Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), mostra a existência de 1.178 focos de incêndio no país nesta terça-feira, conforme dados do satélite de referência.
Do total, o maior número foi registrado em Goiás, 892. Em seguida aparecem Tocantins (288 focos), Bahia (239), Minas Gerais (203), Distrito Federal (31), Mato Grosso (17) e São Paulo (8).
O mês de agosto já tinha sido um mês "fora da curva", segundo a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente). Uma consulta à página do Inpe na internet mostra que agosto de 2010 registrou 263 mil focos de calor no Brasil inteiro, contra 38,6 mil em agosto do ano passado, um aumento de quase sete vezes nesse período.
Embora nem todos os focos de incêndio sejam queimadas, eles dão uma indicação da explosão do número de incêndios no mês de agosto.
Pesquisadores ouvidos pela reportagem afirmam que parte da culpa pelas queimadas é de atividade agropecuária sem fiscalização. "Cada vez mais há pessoas se expandindo onde não havia ", disse Alberto Setzer, que coordena o monitoramento de queimadas no Inpe.
O diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo, atribui o número alto de queimadas à estiagem anormal, que se seguiu a um período com muita chuva no ano passado.
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