quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pesquisa aponta uso indevido de suplementos por fisiculturistas no Rio de Janeiro


Pesquisa aponta uso indevido de suplementos
por fisiculturistas no Rio de Janeiro

Uma das substâncias pode causar disfunções renais em seus usuários

Pesquisa de três anos feita pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) indica o uso indevido de suplementos alimentares entre fisiculturistas de 12 academias das zonas norte e sul do Rio de Janeiro. Artigo sobre o tema foi publicado na revista História, Ciências, Saúde - Manguinhos, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Segundo os pesquisadores, os atletas consomem alimentos considerados ricos em proteínas e carboidratos, como peito de frango, peixe, macarrão sem molho ou sal, batata, banana e clara de ovo.

- Eles são consumidos em quantidade significativa pelos praticantes da musculação intensa, e não raro são associados a suplementos alimentares que se entende serem portadores das mesmas substâncias e capazes de "fazer crescer".

Essa indicação de dieta, de acordo com os pesquisadores, costuma ser acompanhada do uso de suplementos alimentares. Entre os mais usados estavam, na época da realização do trabalho, a creatina e a albumina, vendidas pelas indústrias nutricionais em lojas especializadas.

Atualmente, a venda da creatina foi proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Para o órgão, a substância causa disfunções renais em seus usuários.

Os autores do estudo dizem que "embora o suplemento exista, conforme o próprio nome diz, para amparar a alimentação, sendo, portanto, secundário nesse processo, a importância que ele apresenta para algumas pessoas é equivalente ao alimento".

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