quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O que fazer com o lixo?


Cada um de nós produz cerca de um quilo e 300 gramas de lixo todo dia. O pior é que boa parte disso vai para os lixões e aterros. Mas muitos desses resíduos poderiam ter sido reutilizados e reciclados. Afinal, você sabe o que fazer com o lixo que produz?

Mais do que economia de copos, papéis e saquinhos, cada um deles está ajudando a não aumentar as toneladas de lixo que, dia a dia, se multiplicam no nosso País. E os números são altos. Só em 2009, em todo o Brasil, foram gerados 57 milhões de toneladas de resíduos urbanos. Esses são dados do mais recente panorama de resíduos sólidos no Brasil, divulgados pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

O pior é que desse monte de lixo produzido, grande parte não teve destinação adequada. Ou seja, 22 milhões de toneladas desse lixo não foram reutilizados. É quase 40% do total. “Isso foi para o lixão, para o aterro, para o mar, para a lagoa. E a situação pior foi na região Nordeste. De 2008 para 2009, a geração de lixo no Brasil cresceu cerca de 8%, pelo aumento do poder aquisitivo da população basicamente. Mas, se nós, por meio de nossos municípios e de nossa sociedade, não adotarmos iniciativas para controle, não tivermos controle padrão de lixo, haverá muito mais problemas para a destinação desses resíduos”, analisa Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe.

Cada um de nós, brasileiros, produz, em média, um quilo e 300 gramas de lixo todo santo dia, conforme atesta o mesmo estudo da Abrelpe. É um número alto para um país dito em desenvolvimento, alertam os especialistas. Nos Estados Unidos, é ainda pior: cada norte-americano gera, por dia, quase seis quilos de lixo. Por isso, vale a reflexão: quanto desse um quilo e 300 gramas que nós produzimos poderia ter sido evitado ou diminuído? Sabe o copo de plástico que você jogou no lixo depois da água ou a latinha do refrigerante ou o vidro da geleia? Pois é, não tem desculpa. Poderiam ter ido para a caixa de coleta seletiva que a gente encontra fácil, fácil nos supermercados e nos shoppings, por exemplo

Coleta seletiva

E esse é outro ponto que precisamos melhorar. A pesquisa da Abrelpe identificou que 44% dos municípios brasileiros não dispõem de coleta seletiva de lixo. Na região Nordeste, 66% dos municípios não fazem essa coleta. Isso mostra que muito do lixo não está tendo sua destinação correta. Para Alberto Gradvohl, engenheiro ambiental, professor universitário e estudioso do assunto, o maior problema não é apenas o volume de lixo produzido, mas a sua tipologia. “Os grandes centros urbanos produzem mais descartáveis, que são matérias mais leves. Porém, mais agressivos do que produtos ‘in nature’, gerados em maior quantidade nas cidades menores do interior do Estado”, compara.

O Governo Federal tenta minimizar a problemática ao aprovar recentemente a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A destinação final do lixo é um dos principais pontos da nova regulamentação. A implementação da nova lei, que prevê coleta seletiva mais sistemática, depende, sim, de ações dos governos também nos âmbitos estaduais e municipais. Mas as iniciativas de cada um de nós são parte fundamental desse processo. Você vai saber, nas páginas a seguir, que produtos podem ser reciclados, como separar o lixo da sua casa e para onde levar. Em pouco tempo, você vai perceber que nem é preciso tanto esforço para ser um pouquinho mais consciente quanto ao lixo que produzimos.

Nenhum comentário: