Os importados - bebidas e alimentos, eletrônicos e perfumes - estão em alta este ano. Além do dólar em baixa outros fatores contribuem para que o brasileiro tenha acesso desde produtos baratos como utilidades domésticas e objetos de decoração até os mais sofisticados e caros como uísques e champanhes. O volume de bens importados na economia brasileira deverá, em 2010, atingir a maior marca em mais de 30 anos. Nos cálculos da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), as importações totais devem somar US$ 175 bilhões.
As importações de bens de consumo aumentaram 50,7% de janeiro a agosto de 2010 no Brasil, em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento das importações da empresa importadora e distribuidora de alimentos, bebidas e embalagens (GAC) do Grupo Parque Recreio também cresceram 50% e devem fechar o ano em torno de 60%. Importador direto, de uísques, vinhos e carnes congeladas, o conhecido free shop do Parque Recreio importa com exclusividade e distribui no Brasil o uísque escocês James King que este teve as vendas triplicadas.
O diretor de importação do grupo Parque Recreio, Paulo Elias, diz que a baixa cotação do dólar ajudou mas não foi só isso. “Fazemos importação direta, sem intermediários, e em grandes volumes para atender as nove lojas e isso facilita”, comenta, ressaltando que a empresa conta com a parceria de fornecedores que já duram 15/20 anos. Paulo Elias considera ainda as viagens frequentes ao Exterior em busca de novos produtos. Hoje além dos vinhos, uísques e carnes, o grupo importa bacalhau, além de outros pescados e azeites.
Destaca que para manter os preços mais acessíveis durante todo o ano,a empresa segue uma política que, independente da cotação do dólar, mantém um valor. “É como se todos os produtos fossem repassados ao consumidor com o dólar a R$ 1,60”, comenta, ressaltando que de três em três meses essa cotação é revisada para cima ou para baixo. Adianta que a tendência é que o dólar, atualmente em torno de R$ 1,70, não sofra grande variação até o final do ano. Conta que a empresa aproveita para concentrar as compras nos períodos de baixa da moeda norte-americana. Nos últimos 45 dias, por exemplo, foi um período de grandes compras visando as festas do Natal e de fim de ano. “Já estamos bem abastecidos”, comenta.
Eletrônicos
As lojas Happy Imports, que vendem eletrônicos e perfumes importados, comenta que os preços estão melhores que no ano passado. O proprietário da rede de seis lojas, Marcus Paulus Barbosa Moitas, avalia que não é só por causa do dólar mais barato. “Há quatro anos eu observo que a cada ano os produtos eletrônicos caem de preço por causa da tecnologia qu vai barateando”, afirma o empresário que adquire os produtos através de representantes das grandes empresas internacionais. Na comparação com 2009 o crescimento das vendas no primeiro semestre de 2010 foi de 40% e a expectativa é crescer mais 10% no segundo semestre.Marcus Moitas conta que a queda dos preços é repassada para o consumidor a partir da margem de lucro que é dada pelos fornecedores. “Eles nos repassam uma tabela dizendo que o produto não pode se vendido abaixo da margem estabelecida”, comenta, considerando que isso é feita para que não haja concorrência desleal entre os que vendem os mesmos produtos.
O diretor de Importação do Grupo Parque Recreio avalia que 2010 está sendo o melhor ano desta década. “Teve momentos em que o câmbio esteve parecido mas agora o aumento do crédito e o aquecimento da economia favorecem ainda mais os importados”, comenta, ressaltando que atualmente da diversidade e o volume de produtos é bem maior. O departamento de importações da empresa importa da Argentina, Uruguai, Chile, Holanda, Bélgica, Noruega, Islândia, Itália, França, Portugal e Escócia. O mix vai desde um pacote de 2,5 quilos de batata pré-frita congelada, que custa R$ 8,12, até um vinho de R$ 12.850 a garrafa - o italiano Rocca Millenium.
Nenhum comentário:
Postar um comentário