O pesquisador propôs aos voluntários da pesquisa que preenchessem dois questionários sobre seu humor. Um deles era feito em grupo em um local e o segundo podia ser preenchido no mesmo local ou em outro prédio, sendo necessário certo trabalho de logística para chegar ao destino. De qualquer maneira – respondendo imediatamente ou se deslocando até um novo local – os voluntários eram recompensados da mesma forma (ou seja, não havia vantagens em se deslocar).
Hsee, cujo trabalho foi publicado no periódico Psychological Science, observou então que aqueles que optavam por se deslocar (o que necessitava um trabalho mínimo de planejamento) mostravam um nível de felicidade maior do que aqueles que haviam completado as tarefas no mesmo local. O número de voluntários também aumentava quando as recompensas eram similares, mas não idênticas: um objetivo que também indicava algum nível de trabalho – no caso intelectual – envolvendo o exercício do poder de decisão.
Os pesquisadores indicam que as pessoas que escolhiam se ocuparem de alguma maneira, provavelmente, optavam por isso porque as fazia mais felizes. “Mecanismos e estratégias que ocupem as pessoas de alguma maneira – não necessariamente trabalhando mais ou ficando mais horas no escritório – podem ser bastante benéficos para diminuir os níveis de depressão em algumas pessoas”, aponta Hsee.
Mesmo Sísifo, figura mitológica condenada por Zeus a levar uma pedra ao cume de uma montanha – para depois vê-la rolando ladeira abaixo, sendo forçado a recomeçar novamente o mesmo trabalho – pode ter se safado de castigo pior. Se Zeus tivesse condenado Sísifo a ficar sentado no cume da montanha, o castigo seria bem mais efetivo, sugerem os pesquisadores.
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