sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Julho tem melhor saldo do emprego formal no Estado


Julho tem melhor saldo do emprego formal no Estado

O saldo é o terceiro melhor da região Nordeste, atrás de Pernambuco (9.946) e Bahia (10.629)

Julho registrou o melhor resultado do ano para o saldo de empregos gerados no Ceará. Foram criadas 7.946 novas vagas, o que representa a diferença entre 39.425 admissões e 31.479 desligamentos, no mês. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho (MTE).

O saldo é o terceiro melhor da região Nordeste, atrás de Pernambuco (9.946) e Bahia (10.629). Entre todos os meses de julho, da série histórica, iniciada em 1999, este é o terceiro melhor resultado, perdendo para igual mês em 2009 (9.523) e 2008 (10.629). No País, é o oitavo maior desempenho.

O presidente do IDT (Instituto de Desenvolvimento do Trabalho), Francisco de Assis Diniz, diz que o mercado de trabalho em julho "consolida o crescimento da economia".

Ele explica que julho, frente aos dois anos anteriores, sofreu impacto da "antecipação de contratação". "Em 2008, abril, maio e junho não tiveram taxas superiores a de 2010". Ele diz ainda que o "padrão vai ser manter" para o meses seguintes, o que significa continuidade do aquecimento do mercado.

Nos sete primeiros meses do ano, o mercado de trabalho formal no Estado acumula saldo de 38.056. É o melhor resultado, para o período, na série histórica do Caged. No Nordeste, é o segundo melhor saldo, atrás da Bahia (69.471). No País, é o nono maior. O saldo dos sete primeiros meses do ano no Estado corresponde à diferença entre 255.886 admissões e 217.830 demissões.

Nos 12 meses, encerrados em julho, o Estado registra 87.796 novas vagas, recorde para o período na série histórica. É o segundo melhor saldo do Nordeste (Bahia lidera com 107.751) e o oitavo do País.

Entre os setores, a indústria de transformação registrou o maior saldo em julho (2.840 novos empregos), seguido pelos serviços (2.482), construção civil (1.453), agropecuária (544), comércio (439), administração pública (152), extrativismo mineral (44). Na análise dos sete primeiros meses, o setor de serviços lidera o saldo do emprego (14.898), seguido pela construção civil (12.599), indústria (9.010), comércio (4.096), administração pública (698) e extrativismo mineral (126).

O presidente do IDT afirma que, na indústria, os setores têxtil, calçados e vestuário estão, preparando estoque para o fim do ano. Além disso, o mercado está aquecido pelo adiantamento do 13º salário, reajustes salariais acima da inflação, favorecendo a ampliação do consumo.

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